Questão FC408974
Leia o texto, para responder à questão. As tecnologias de Big Data chegaram silenciosamente, mudando a estratégia de muitos negócios. Fatos dignos de ficção científica, como lojas
Semântica
Leia o texto, para responder à questão.
As tecnologias de Big Data chegaram silenciosamente, mudando a estratégia de muitos negócios. Fatos dignos de ficção científica, como lojas de departamentos capazes de identificar se suas consumidoras estão grávidas a partir do padrão de consumo e serviços de busca mapeando em tempo real o progresso de pandemias, já são notícia velha.
Empresas e instituições de vários tipos e tamanhos hoje são capazes de coletar dados a partir de várias fontes, combinando- os em sistemas de armazenamento da ordem de petabytes (mil terabytes), e analisá-los em busca de padrões. O resultado são previsões melhores, serviços mais personalizados e mensagens mais bem dirigidas, estimulando decisões mais bem informadas e mais seguras.
Da mesma forma que os grandes volumes de dados mudam a gestão de corporações, uma nuvem de pequenas informações pessoais, conectadas, começa a provocar uma mudança de costumes. São dados que registram o que uma pessoa sabe a respeito de si própria: o que fez, quem conhece, aonde foi, como dormiu, quanto pesa, como passa o tempo.
Mensuração e análise são ótimas. Sem elas é quase impossível progredir. Mas é preciso cautela em seu uso. A obsessão por elas, da mesma forma que a procura desesperada por seguidores nas mídias sociais, pode piorar uma situação, deixando seu usuário viciado nas estatísticas que deveriam libertá-lo.
QI, placares e centímetros de bíceps são métricas observáveis e fáceis de comparar. Mas isso não quer dizer que sejam as melhores ou mesmo as certas. Um funcionário pontual nem sempre é o melhor funcionário, mais conexões não significam mais conhecimento.
Além do mais, o que é o certo? A preocupação excessiva com as métricas pessoais pode levar à padronização e à robotização de seus usuários, um efeito colateral bastante desagradável. Em situações extremas pode até criar autômatos ou estimular comportamentos doentios, como anorexia ou bulimia.
De qualquer forma, a ignorância nunca é uma bênção. Os benefícios do autoconhecimento são incomparáveis. Mas para isso é preciso um pouco de trabalho. Não basta apenas coletar os dados, deve-se também refletir sobre eles e planejar novas metas periodicamente, aprendendo a identificar padrões de comportamento nocivos e recorrentes. Nesses termos, a quantificação pessoal só deve fazer bem.
(Luli Radfaher, Little data. Disponível em:
<http://www1.folha.uol.com.br/ colunas>. Acesso em: 20 mar 2014. Adaptado)
Assinale a alternativa em que se encontra par de termos antônimos, como é o caso de estimular e desencorajar.
- bênção e unção.
- pontual e inconsequente.
- colateral e descendente.
- cautela e precipitação.
- progredir e intensificar.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A alternativa escolhida apresenta o par cautela e precipitação, que são antônimos porque expressam atitudes opostas diante de uma ação ou decisão.
Cautela significa precaução, cuidado, prudência: agir com avaliação, ponderação e atenção aos riscos.
Precipitação refere-se à irreflexão, impetuosidade, pressa: tomar decisões sem analisar consequências, de forma impulsiva.
Enquanto a cautela pressupõe desaceleração e exame dos fatos, a precipitação pressupõe aceleração e falta de avaliação; por isso são semanticamente opostas.
No contexto do texto, a recomendação por medir e refletir sobre dados reforça a ideia de cautela em contraposição à precipitação, justificando a escolha da alternativa.
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