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Questão FC408983

Leia o poema para responder à questão. A Máscara Eu sei que há muito pranto na existência, Dores que ferem corações de pedra, E onde a vida borbulha e o sangue medra, Aí existe a m

Semântica

VUNESP

Leia o poema para responder à questão.

A Máscara


Eu sei que há muito pranto na existência,
Dores que ferem corações de pedra,
E onde a vida borbulha e o sangue medra,
Aí existe a mágoa em sua essência.


No delírio, porém, da febre ardente
Da ventura fugaz e transitória
O peito rompe a capa tormentória
Para sorrindo palpitar contente.


Assim a turba inconsciente passa,
Muitos que esgotam do prazer a taça
Sentem no peito a dor indefinida.


E entre a mágoa que a masc’ra eterna apouca
A humanidade ri-se e ri-se louca
No carnaval intérmino da vida.


(Augusto dos Anjos, Eu e outras poesias, 2011)

 

Examine os versos:


– E onde a vida borbulha e o sangue medra,
– Assim a turba inconsciente passa,
– No carnaval intérmino da vida.


Os termos em destaque significam, respectivamente:

  1. progride, procissão, excelso.
  2. propaga, vilania, perene.
  3. mirra, quadrilha, concluso.
  4. retrai, bandalheira, permanente.
  5. aumenta, multidão, infinito.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Medra = aumenta. No verso, a imagem de “vida borbulha” e “sangue medra” indica crescimento, intensificação vital; o verbo medrar tem valor de prosperar/ficar mais forte, não de alimentar ou nutrir aqui.

Turba = multidão. “Turba inconsciente” refere‑se a um conjunto de pessoas, massa popular que passa sem refletir; o termo conserva o sentido clássico de povoado, plebe ou aglomeração.

Intérmino = infinito. A expressão “carnaval intérmino da vida” sugere um carnaval sem fim, uma continuidade sem termo — ou seja, a ideia de interminável/eterno aplicada metaforicamente à existência humana.

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