Questão FC409000
Leia o texto para responder à questão. Opostos ao efeito placebo, medo e estresse causam doenças Excesso de informação pode fazer com que o paciente, inconscientemente, desenvolva
Semântica
Leia o texto para responder à questão.
Opostos ao efeito placebo, medo e estresse causam doenças
Excesso de informação pode fazer com que o paciente, inconscientemente, desenvolva doenças por medo, alerta o neurologista Magnus Heier.
“A expectativa determina o desenvolvimento de doenças”, afirma. Segundo ele, podemos criar sintomas ou fazê-los desaparecer. Quem lê um artigo que diz que as radiações eletromagnéticas das antenas de celulares provocam doenças pode sentir dor de cabeça mesmo que a antena esteja desligada. É o chamado efeito nocebo.
“O efeito nocebo ocorre sobretudo quando se tem medo de uma doença ou do tratamento a ser enfrentado. Os efeitos colaterais ficam, então, muito mais fortes”, diz Heier. “Muitos pacientes com câncer começam a se sentir mal quando entram na sala da quimioterapia, porque inconscientemente esperam sentir náusea após a sessão.” Medo significa estresse para o corpo e pode debilitar o sistema imunológico. Assim, o corpo fica mais suscetível a infecções e surgem dores que não deveriam existir, explica o especialista.
Outros estudos confirmam tal fenômeno, como os realizados por médicos das clínicas universitárias de Regensburg e Tübingen. Winfried Häuser, Emil Jansen e Paul Enck publicaram estudos sobre o efeito nocebo entre 1960 e 2011 em todo o mundo, tendo verificado e compilado os resultados obtidos.
O termo nocebo, em latim, significa “fazer mal”, enquanto placebo significa “agradar”. Trata-se basicamente do mesmo efeito, só que um é negativo, e o outro, positivo. Ambos afetam as pessoas no ponto que elas menos podem controlar: o subconsciente.
O efeito nocebo geralmente ocorre quando recebemos muitas informações e não conseguimos ordená-las, especialmente ao buscar na internet por doenças e sintomas. Já a bula dos remédios lista todos os possíveis efeitos colaterais, mesmo que alguns raramente se manifestem, ou seja, em algo como um em cada dez mil pacientes. As empresas farmacêuticas são, porém, obrigadas a detalhar todas as possibilidades.
Diante disso, a orientação médica precisa é o principal meio de combater o efeito nocebo. Mas até mesmo a comunicação médico-paciente pode desencadear medos, se o médico não for cuidadoso. Não escutar com atenção, não fazer contato visual, não levar o paciente a sério ou intimidá-lo pode ser nocivo. O médico também deve ter cuidado para não usar um tom negativo e criar desconforto. Tudo isso pode ocorrer devido à falta de tempo, à pressão no trabalho ou porque os médicos querem ser transparentes sobre os possíveis riscos de um tratamento ou operação.
É fundamental que as dúvidas sejam esclarecidas, sempre com cautela, já que não se deve subestimar o impacto das informações sobre o subconsciente.
(http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos. Adaptado)
No quarto parágrafo, a forma verbal confirmam, em – Outros estudos confirmam tal fenômeno... –, tem sentido equivalente a
- corroboram.
- impugnam.
- infirmam.
- confutam.
- rechaçam.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Corroboram e confirmam são sinônimos no contexto da frase: ambos indicam que evidências ou achados reforçam a veracidade de uma hipótese.
O verbo corroborar significa dar apoio ou sustentação a uma ideia por meio de dados, observações ou estudos. Assim, dizer que “outros estudos corroboram tal fenômeno” quer dizer que pesquisas adicionais forneceram suporte empírico ao efeito nocebo descrito.
No texto, a menção a estudos realizados em diferentes centros e ao trabalho de compilação de resultados torna apropriado o uso de corroboram, pois enfatiza o papel desses estudos em confirmar e fortalecer a conclusão apresentada.
Portanto, a escolha é adequada tanto semanticamente quanto regiamente: corroboram transmite a ideia de confirmação respaldada por evidências.
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