Questão FC409120
Leia o texto para responder à questão. Na época escolar, minhas “viagens espaciais” ao mundo da lua pintavam a Terra e seus objetos com as cores mais inusitadas. Por pouco tempo...
Linguagem
Leia o texto para responder à questão.
Na época escolar, minhas “viagens espaciais” ao mundo da lua pintavam a Terra e seus objetos com as cores mais inusitadas. Por pouco tempo... até virarem luas de papel amassadas nas mãos da professora. Na escola diziam que devia pintar a Terra e seus objetos com as cores verdadeiras da verdade. Isto é, o tronco das árvores de marrom e a copa de verde.
Viver “no mundo da lua” e olhar para a Terra de outras distâncias, de outros ângulos, não era bem-visto pelos adultos, em geral, e pelos adultos da escola, em particular.
O mundo do Era uma vez..., do conto contado, lido, ouvido ou imaginado significava para mim a nave espacial que me permitia inúmeras viagens na travessia terra-lua-terra.
Então encontrava, no texto literário, a misteriosa conspiração das palavras. Sabia que elas, de alguma maneira, comunicavam-se entre si. Era como se tivessem muitos braços e entre abraços formassem uma rede invisível. Um tecido.
(Glória Kirinus, Criança e poesia na pedagogia Freinet. Adaptado)
No texto, há várias passagens em linguagem figurada, tais como:
- nas mãos da professora; as cores verdadeiras da verdade.
- Na época escolar; não era bem-visto pelos adultos.
- Por pouco tempo; o tronco das árvores de marrom.
- luas de papel amassadas; a misteriosa conspiração das palavras.
- não era bem-visto pelos adultos; as cores verdadeiras da verdade.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Ambas as expressões indicadas são exemplos de linguagem figurada, pois fogem do sentido literal para criar imagens e emoções.
“luas de papel amassadas” funciona como uma metáfora/imagética: não se trata de luas feitas de papel literalmente, mas do desenho infantil que, ao ser rejeitado ou ruin, fica amassado — a expressão condensa visualmente a frustração e a fragilidade dos sonhos infantis.
“a misteriosa conspiração das palavras” é uma personificação (prosopopeia): atribui ação e intenção humanas às palavras (conspirar), sugerindo que elas se entrelaçam e comunicam-se entre si, formando uma teia de sentidos.
Essas figuras ampliam a expressividade do texto, revelando a sensibilidade da narradora e o poder transformador da imaginação literária.
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