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Questão FC409297

Butantan pesquisa veneno de peixe para tratar asma Uma pesquisa do Instituto Butantan revela que a proteína presente no veneno do peixe niquim, uma espécie brasileira peçonhenta, t

Colocação Pronominal

VUNESP · 2023

Butantan pesquisa veneno de peixe para tratar asma

 

Uma pesquisa do Instituto Butantan revela que a proteína presente no veneno do peixe niquim, uma espécie brasileira peçonhenta, tem propriedades anti-inflamatórias e pode ajudar no tratamento de asma. Trata-se de uma estrutura denominada TnP, conforme o instituto divulgou. Em estudo publicado na revista científica Cells, foram apresentados resultados promissores para o tratamento da asma em testes em modelos animais.

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a asma é a doença respiratória crônica mais comum, afetando 262 milhões de pessoas no mundo e causando 455 mil mortes por ano. A proteína com propriedades anti-inflamatórias foi descoberta em 2007 pelo Laboratório do Butantan. “Pesquisas conduzidas pela equipe têm apontado essa proteína como uma possível candidata para tratar doenças inflamatórias”, afirma o instituto.

 

No caso da asma, a pesquisa comparou grupos de animais com a doença tratados com TnP e com dexametasona, fármaco comumente utilizado contra asma, e animais não tratados. “Assim como o tratamento convencional, o TnP reduziu em mais de 60% o número de células totais que causam inflamação e dano tecidual no pulmão.

 

Diferentemente das terapias convencionais, que podem causar sintomas como taquicardia, agitação, dor de cabeça e tremores musculares, não foram identificados efeitos adversos.

 

Espécie de peixe que predomina no Norte e Nordeste, o niquim costuma se esconder em buracos de areia e chega a sobreviver por até 18 horas fora d’água, podendo provocar acidentes graves. O contato com seus espinhos causa dor aguda, queimação, inchaço e necrose. Seu veneno é estudado pelo Butantan desde 1996.

(O Estado de S.Paulo, 30 de agosto de 2023)

 

Assinale a alternativa que substitui, nos parênteses, de acordo com a norma-padrão de emprego e colocação pronominal, a expressão em destaque.

  1. “... uma possível candidata para tratar doenças inflamatórias” (tratar-las).
  2. ... número de células totais que causam inflamação... (causam-a).
  3. No caso da asma, a pesquisa comparou grupos de animais... (comparou-os).
  4. ... terapias convencionais, que podem causar sintomas como... (causar-lhes).
  5. ... podendo provocar acidentes graves. (provocá-lhes).
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A frase “comparou grupos de animais” tem o verbo comparar, que é transitivo direto e exige objeto direto. Nesse contexto, o sintagma “grupos de animais” funciona como complemento direto da ação.

Ao substituir esse sintagma por um pronome, usa-se o pronome oblíquo átono de terceira pessoa plural os, que retoma o núcleo masculino plural “grupos”. Assim, o complemento direto passa a ser representado por os.

Quanto à colocação pronominal, na norma-padrão, quando o verbo vem no início da oração afirmativa e não há elementos que exijam próclise, o pronome oblíquo átono se une ao verbo por ênclise. Daí a forma correta: comparou-os.

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