Questão FC409404
Estorvo escolar A interrupção das aulas presenciais por quase um ano já se firmou como uma das consequências mais deletérias da pandemia. Milhões de estudantes, sobretudo os das ca
Colocação Pronominal
VUNESP · 2021
Estorvo escolar
A interrupção das aulas presenciais por quase um ano já se firmou como uma das consequências mais deletérias da pandemia. Milhões de estudantes, sobretudo os das camadas mais pobres, sofrem um verdadeiro trauma em sua formação ao ficarem por meses sem estudar ou serem submetidos a aulas a distância improvisadas.
Diante disso, como já se defendeu diversas vezes neste espaço, a reabertura das escolas deve ser uma prioridade de estados e municípios – algo que vem ocorrendo, é verdade, embora de forma mais tímida e paulatina que o desejável.
Entretanto o recrudescimento ora observado da Covid-19, somado ao fato de ainda não haver vacina disponível, traz o risco de interrupção ou retrocesso desse movimento, o que não permite descartar a necessidade do ensino não presencial nos próximos meses.
Foi o que ocorreu, por exemplo, em partes dos EUA e da Europa, onde autoridades se viram obrigadas a novamente cerrar escolas em meio à recente onda de contaminações.
No Brasil, instituições como a Unicamp postergaram a volta às aulas como medida de precaução.
Nesse contexto, a resolução do Conselho Nacional de Educação estendeu a possibilidade de aulas remotas, a expirar no final deste ano, até o fim de 2021. O texto foi aprovado por unanimidade, incluindo a anuência das entidades que representam as secretarias estaduais e municipais.
A resolução, válida para os ensinos básico e superior, seja da rede pública ou privada, visa a permitir, caso necessário, que atividades a distância sejam computadas no próximo ano como carga horária, a exemplo do que ocorre hoje.
Busca-se, por essa via, possibilitar a convivência entre o ensino presencial e não presencial, inclusive em processos de recuperação escolar, de maneira a atender às diferentes demandas e dificuldades de um sistema educacional fortemente heterogêneo.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 27.11.2020. Adaptado)
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão quanto à colocação pronominal.
- Se firmou como uma das consequências mais deletérias da pandemia a interrupção das aulas presenciais por quase um ano já.
- Nos EUA e na Europa, viram-se as autoridades obrigadas a novamente cerrar escolas em meio à recente onda de contaminações.
- Tem constatado-se um verdadeiro trauma dos jovens, que sofrem em sua formação ao ficarem por meses sem estudar.
- Por essa via, possibilitará-se a convivência entre o ensino presencial e não presencial, inclusive em processos de recuperação escolar.
- A resolução, que aplica-se à rede pública ou privada, visa a permitir o cômputo das atividades a distância como carga horária em 2021.
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
B
Comentário do professor
Na frase indicada, o pronome oblíquo se está corretamente em ênclise — ou seja, posposto ao verbo: viram-se.
Isso decorre da presença de uma pausa marcada por vírgula antes do verbo ("Nos EUA e na Europa, ..."). Após sinal de pontuação, a normativa culta exige a colocação do pronome após o verbo (ênclise), daí a forma correta viram-se.
Além disso, a estrutura expressa uma voz passiva sintética ("viram-se as autoridades" = "as autoridades viram‑se obrigadas" / "as autoridades foram obrigadas"), situação em que o pronome integra a locução verbal e permanece ligado ao verbo, reforçando a necessidade da ênclise.
Por fim, o advérbio novamente está corretamente posicionado antes do infinitivo cerrar, não interferindo na colocação pronominal exigida pela vírgula.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em