Questão FC409407
A inveja Todo mundo conhece os sete pecados capitais e, por séculos, muita gente viveu sob o pêndulo da censura e da condenação moral por eventual cometimento de um desses pecados.
Colocação Pronominal
VUNESP · 2020
A inveja
Todo mundo conhece os sete pecados capitais e, por séculos, muita gente viveu sob o pêndulo da censura e da condenação moral por eventual cometimento de um desses pecados. Hoje em dia, quase ninguém mais dá tanta importância a eles, que mais parecem uma herança esquecida no passado medieval. Mas, ainda assim, um dos sete pecados encontra-se presente em quase todos nós; em uns mais, em outros menos: a inveja.
Melanie Klein, uma das figuras centrais da história da psicanálise, realizou estudos sobre esse assunto e concluiu que a inveja é um sentimento negativo que o ser humano começa a desenvolver desde os primeiros tempos da infância e que, como regra geral, acompanha a pessoa por toda a vida. Ninguém gosta de admitir, mas todos nós, em algum momento, sentimos inveja de alguém, por uma razão ou outra. Segundo os especialistas, isso é natural.
O problema são aquelas pessoas que, de tão invejosas, acabam por ficar cegas para as suas próprias potencialidades. São pessoas que dedicam a sua existência a admirar e desejar intensamente tudo o que pertence aos outros. Como não conseguem tomar para si as coisas ou qualidades dos outros, passam a desejar a destruição daquilo que tanto admiram. Daí a negatividade da inveja.
Entre os inúmeros ditados que falam sobre a inveja, há um bem interessante: “Não grite a sua felicidade, pois a inveja tem sono leve”.
(João Francisco Neto. Diário da Região, 19.10.2019. Adaptado)
A alternativa em que a expressão entre colchetes substitui o trecho destacado segundo a norma padrão de emprego e colocação de pronomes é:
- São pessoas que dedicam a sua existência a admirar... [a dedicam]
- ... sentimento negativo (...) que, como regra geral, acompanha a pessoa por toda a vida. [acompanha ela]
- ... desejar intensamente tudo o que pertence aos outros ... [os pertence]
- Como não conseguem tomar para si as coisas... [tomar-lhes]
- Todo mundo conhece os sete pecados capitais ... [lhes conhece]
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Gabarito
A
Comentário do professor
O verbo dedicar admite objeto direto (algo) e complemento com preposição (a alguém/ algo). Na oração, "a sua existência" é o objeto direto de dedicar, logo pode ser substituído pelo pronome oblíquo átono a (feminino singular).
Quanto à colocação pronominal, o termo relativo "que" antecede o verbo e atrai o pronome para a posição proclítica. Por isso, a forma correta é "que a dedicam" (pronome antes do verbo), e não formas enclíticas ou soltas.
Resumo: substitui-se "a sua existência" por a (correspondência de gênero/número) e aplica-se a regra de proclise motivada pelo que, resultando em "a dedicam".
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