FC ConcursosFC Concursos

Questão FC409409

Leia o texto para responder a questão. O ataque da desinformação Sempre houve boatos e mentiras gerando desinformação na sociedade. O fenômeno é antigo, mas os tempos atuais trouxe

Colocação Pronominal

VUNESP · 2020

Leia o texto para responder a questão.

 

O ataque da desinformação

 

Sempre houve boatos e mentiras gerando desinformação na sociedade. O fenômeno é antigo, mas os tempos atuais trouxeram desafios em proporções e numa velocidade até há pouco impensáveis.

 

A questão não é apenas a incrível capacidade de compartilhamento instantâneo, dada pelas redes sociais e os aplicativos de mensagem, o que é positivo, mas traz evidentes riscos. Muitas vezes, uma informação é compartilhada milhares de vezes antes mesmo de haver tempo hábil para a checagem de sua veracidade. O desafio é também oriundo do avanço tecnológico das ferramentas de edição de vídeo, áudio e imagem. Cada vez mais sofisticadas e, ao mesmo tempo, mais baratas e acessíveis, elas são capazes de falsificar a realidade de forma muito convincente.

 

Para debater esse atual cenário, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) promoveu o seminário “Desinformação: Antídotos e Tendências”. Na abertura do evento, Marcelo Rech, presidente da ANJ, lembrou que o vírus da desinformação não é difundido apenas por grupos ou indivíduos extremistas. Também alguns governos têm se utilizado dessa arma para desautorizar coberturas inconvenientes. Tenta-se fazer com que apenas a informação oficial circule.

 

O diretor da organização Witness, Sam Gregory, falou sobre as deepfakes e outras tecnologias que se valem da inteligência artificial (IA) para criar vídeos, imagens e áudios falsos. Houve um grande avanço tecnológico na área, o que afeta diretamente a confiabilidade das informações na esfera pública. O vídeo de um político fazendo determinada declaração pode ser inteiramente falso. Parece não haver limites para as manipulações.

 

Diante desse cenário, que alguém poderia qualificar como o “fim da verdade”, Sam Gregory desestimulou qualquer reação de pânico ou desespero, que seria precisamente o que os difusores da desinformação almejam. Para Gregory, o caminho é melhorar a preparação das pessoas e das instituições, ampliando a “alfabetização midiática” – prover formação para que cada pessoa fique menos vulnerável às manipulações –, aperfeiçoando as ferramentas de detecção de falsidades e aumentando a responsabilidade das plataformas que disponibilizam esses conteúdos.

 

Há um consenso de que o atual cenário, mesmo com todos os desafios, tem aspectos muito positivos, pois todos os princípios norteadores do jornalismo, como o de independência, da liberdade de expressão e o de rigor na apuração, têm sua importância reafirmada.

 

O caminho para combater a desinformação continua sendo o mesmo: a informação de qualidade.

 

(O Estado de São Paulo. 19.10.2019. Adaptado)

 

 

Leia as frases elaboradas com base no texto.

 

• A desinformação é uma tática contra coberturas inconvenientes, e alguns governos têm utilizado essa tática.

• Há múltiplas informações circulando pelas redes sociais, por isso se exige bom senso das plataformas para divulgar informações.

• A adulteração da realidade hoje é fato corriqueiro, visto que avanços tecnológicos infelizmente facilitam a adulteração da realidade.

 

De acordo com o emprego e a colocação dos pronomes estabelecidos pela norma-padrão, os trechos destacados podem ser substituídos por

  1. têm utilizado-a; divulgá-las; a facilitam.
  2. têm utilizado-a; divulgar-lhes; facilitam-na.
  3. têm utilizado-a; lhes divulgar; a facilitam.
  4. a têm utilizado; divulgá-las; a facilitam.
  5. a têm utilizado; as divulgar; facilitam-na.
Mostrar resposta e comentário

Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa D é correta: a têm utilizado; divulgá-las; a facilitam.

1) Em “alguns governos têm utilizado essa tática”, temos locução verbal (ter + particípio). O pronome oblíquo não se apossa ao particípio (“utilizado-a” é proibido na norma-padrão); portanto fica anteposto ao auxiliar: a têm utilizado (onde a retoma “tática”, feminino singular).

2) Em “para divulgar informações”, o verbo está no infinitivo. A colocação enclítica é permitida e natural: divulgá-las, pois “divulgar” é verbo transitivo direto e admite o objeto plural feminino (“as” = informações), não “lhe”.

3) Em “facilitam a adulteração”, “facilitar” é VTD e o pronome representa “adulteração” (fem. sing.). Haja vista o advérbio inicial (“infelizmente”), a norma exige proclise: infelizmente a facilitam (ou, isolado, a facilitam).

Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em

Continue aprendendo