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Questão FC409677

É preciso dizer não Existe um personagem de história em quadrinhos, um pequeno dinossauro chamado Horácio que, apenas por uma de suas características – os braços curtos –, se assem

Colocação Pronominal

VUNESP · 2014

É preciso dizer não


Existe um personagem de história em quadrinhos, um pequeno dinossauro chamado Horácio que, apenas por uma de suas características – os braços curtos –, se assemelha a muitos profissionais. Explico: aquela pessoa que está sempre pedindo ajuda para tudo, mas nunca está disponível para ajudar os outros, o “braço-curto”.


É o tipo do profissional que acaba sobrecarregando os colegas, estressa o ambiente de trabalho e compromete a produtividade. Os colegas precisam fazer a parte dele, o que gera gargalos e coloca em risco o resultado final.


Já identificou alguém com esse perfil? Como lidar com uma pessoa assim? Primeiramente, alguns padrões de atitude persistem porque o meio os favorece.


Esses “horácios” encontram à sua volta pessoas que não sabem dizer não. Estas, por sua vez, reclamam para os colegas, se sentem usadas, mas não conseguem se posicionar diante da situação, gerando clima desconfortável no ambiente de trabalho.

 

Sinto desapontar quem pensou que eu fosse dar lição de moral nos “mãos-curtas”, mas o maior responsável pela situação não é ele. Em situações profissionais, é difícil dizer “não” para algumas pessoas, mas é importante.


O “não” é poderoso para a manutenção da saúde, para evitar sobrecarga e para ter mais tempo. É resposta fundamental para impor limites, definir prioridades e sinalizar desagrado.

 

Tenha critérios para dizer “não” e avalie a situação: é preciso entender, naquele momento, o que é importante e urgente para você. O urgente não pode esperar. Peça uma contrapartida, por exemplo: “Se eu fizer isso para você, então você pode fazer aquilo para mim?”. É uma maneira de pedir comprometimento do outro.


Não é preciso, entretanto, ser agressivo. É a isso que se chama assertividade: quando a pessoa consegue expressar com segurança os próprios pensamentos, opiniões ou emoções, sem que para isso seja ameaçador ou autoritário para o outro. Pratique o “não” e veja que os “horácios” tenderão a desaparecer da sua frente.


(Adriana Gomes. Folha de S. Paulo, 08.12.2013. Adaptado)

 

Assinale a alternativa em que a colocação pronominal está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

  1. Nos ensinaram que é imprescindível saber dizer não aos colegas que agem como braços-curtos.
  2. Ter segurança para expressar os próprios pensamentos frequentemente facilita-nos a convivência.
  3. As situações desconfortáveis em que nos colocam os horácios demandam respostas assertivas.
  4. Exigir a participação dos mãos-curtas tem ajudado-nos a evitar sobrecarga de trabalho.
  5. Segundo a autora, ameaças e práticas autoritárias conduziriam- nos a resultados negativos.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Na frase As situações desconfortáveis em que nos colocam os horácios demandam respostas assertivas, o pronome nos é um pronome oblíquo átono que funciona como complemento do verbo colocar.


Há um pronome relativo ("que", em "em que") imediatamente antes do verbo; esse elemento é um fator de atração que impõe a colocação do pronome antes do verbo — ou seja, próclise obrigatória.


Mesmo havendo inversão (o agente "os horácios" vem após o verbo), essa ordem não altera a regra: o pronome deve ficar à esquerda do verbo por causa do relativo. Por isso, a construção apresentada está conforme a norma-padrão.

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