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Questão FC409705

A rota dos falsários O primeiro derrame de dinheiro falso no Brasil, em grande escala, teve como ponto central de distribuição o Rio Grande do Sul. Isso aconteceu em meados do sécu

Semântica

VUNESP · 2023

A rota dos falsários

 

O primeiro derrame de dinheiro falso no Brasil, em grande escala, teve como ponto central de distribuição o Rio Grande do Sul. Isso aconteceu em meados do século XIX. No dia 10 de agosto de 1843, o Ministro da Fazenda Joaquim Francisco Viana determinou, em ofício reservado, ao presidente do Rio Grande do Sul, Barão de Caxias, que estabelecesse séria vigilância sobre as cargas e os passageiros dos navios procedentes de Portugal.

 

Segundo informações seguras, lá estavam fabricando dinheiro falso brasileiro em volumes assustadores. E esse dinheiro estava sendo trazido para o Brasil pelos navios que atracavam no porto de Rio Grande, evitando assim os rigores da alfândega do Rio de Janeiro.

 

Diante da delicada situação, as autoridades rio-grandenses trataram de montar um rigoroso esquema de vigilância. Apesar dos esforços e da dedicação dos agentes fiscais, nada se descobria nas cargas nem nos passageiros. Por ordem oficial, os volumes eram abertos a bordo dos navios, antes mesmo de serem descarregados. E os passageiros, por sua vez, eram também revistados a bordo, minuciosamente.

 

Enquanto isso, o dinheiro falso continuava chegando ao Rio Grande do Sul e daí se espalhando para o resto do Brasil.

 

Até então os fiscais concentravam as revistas somente nas cargas sólidas, mas quando resolveram revistar também as cargas líquidas tiveram uma tremenda surpresa. O dinheiro falso estava chegando ao porto de Rio Grande dentro de barris de vinho, acondicionado em latas vedadas com resina e bem fixadas no fundo dos barris, para evitar que fossem percebidas quando os barris eram sacudidos.

 

Apesar de ter sido descoberta a trapaça, os nomes dos trapaceiros foram mantidos em sigilo, possivelmente para preservar a imagem de alguns figurões da época. Aliás, um procedimento ainda em voga nos dias de hoje.

 

(Eloy Terra, 550 anos: crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado)

 

As palavras destacadas nas frases – “ofício reservado” e “informações seguras” – têm antônimos adequados ao contexto, respectivamente, em:

  1. indiscreto e imprecisas.
  2. público e duvidosas.
  3. guardado e fracas.
  4. expresso e soltas.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Resposta B — "público" e "duvidosas".

Reservado no contexto de "ofício reservado" significa sigiloso ou confidencial. O antônimo direto e adequado, nesse contexto administrativo, é público, que transmite a ideia de algo aberto, acessível e sem segredo.

Seguras, em "informações seguras", indica que as informações são confiáveis, fidedignas e isentas de dúvidas. O antônimo apropriado é duvidosas, que qualifica dados incertos, questionáveis ou passíveis de desconfiança.

No enunciado, trocar por público e duvidosas preserva coerência semântica: o ofício deixa de ser secreto e as informações deixam de ser confiáveis.

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