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Questão FC409746

Leia o texto para responder à questão. Inteligência artificial: a era do “deus” máquina No teatro grego antigo, quando não havia solução para um impasse, um ator interpretando uma

Semântica

VUNESP · 2023

Leia o texto para responder à questão.

Inteligência artificial: a era do “deus” máquina

 

No teatro grego antigo, quando não havia solução para um impasse, um ator interpretando uma divindade descia ao palco pendurado num guindaste, resolvia o problema e, assim, acabava a peça. Era o Deus ex-machina – o deus surgido da máquina. Com o avanço sem precedentes da inteligência artificial (IA), é justo pensar que, no mundo contemporâneo, a máquina é a própria deidade.

 

Para ela, nada parece impossível. Da confecção de discursos em segundos à criação de obras de arte; da identificação de medicamentos promissores ao diagnóstico preciso de doenças, tudo é resolvido pelo “deus algoritmo”. E, ao observar sua invenção “surgindo do guindaste”, o homem pode se perguntar qual lugar ocupará neste enredo. Segundo especialistas, porém, o perigo não está na criatura e, sim, no uso que o criador faz dela.

 

A inteligência artificial faz parte da rotina, ainda que não se perceba. O GPS que indica o percurso, a atendente virtual, o internet banking são exemplos de seu uso no dia a dia. Só que, até agora, ninguém temia os mecanismos de busca dos navegadores, os sistemas de reconhecimento facial dos condomínios ou a sugestão de filmes apresentadas pelosaplicativos de streaming.

 

Então, as máquinas começaram a gerar imagens perfeitas de pessoas inexistentes, escrever reportagens com acurácia, resolver enigmas matemáticos em frações de segundos, dirigir e voar sozinhas, elaborar defesas jurídicas e até “ler” pensamentos em experimentos científicos. A ponto de, em um editorial da revista Science, um grupo de cientistas pedir a moratória de pesquisas até alguma regulamentação ética da IA.

 

A discussão sobre riscos e avanços da IA ultrapassa o campo da ciência da computação; é também filosófica. Já na Grécia Antiga, filósofos questionavam a essência da inteligência e se ela era um atributo somente humano.

 

Hoje, esse é um dos centros da discussão sobre IA: sistemas programados e alimentados por seres humanos poderão ultrapassar em astúcia seus criadores? Não, garante um dos maiores especialistas no tema, o cientista da computação francês Jean-Gabriel Ganascia, da Universidade de Sorbonne que, já em 1980, obteve mestrado em inteligência artificial em Paris.

 

(Paloma Oliveto, Inteligência artificial: a era do

‘deus’ máquina. https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude. Adaptado)

 

Nas passagens – ... da identificação de medicamentos promissores ao diagnóstico preciso de doenças...  – e – ... sistemas programados e alimentados por seres humanos poderão ultrapassar em astúcia seus criadores? –, os termos destacados significam, correta e respectivamente:

  1. pormenorizado; maldade.
  2. exato; esperteza.
  3. rigoroso; comunicação.
  4. detalhado; originalidade.
  5. necessário; rapidez.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Na passagem "diagnóstico preciso de doenças", o adjetivo preciso equivale a exato. Indica algo certero, correto e livre de erro — isto é, um diagnóstico que acerta a condição ou medida com precisão.

Em "ultrapassar em astúcia seus criadores?", o substantivo astúcia corresponde a esperteza. Refere‑se à sagacidade ou habilidade mental para encontrar soluções, manobrar situações ou obter vantagem intelectual.

No contexto do texto, preciso realça a acurácia técnica da IA, enquanto astúcia questiona sua capacidade de superar a inteligência humana em termos de esperteza. Portanto, a alternativa B — exato; esperteza — é a correta.

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