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Questão FC409867

… E Graham Bell virou outra coisa É possível que você esteja lendo esta reportagem em um smartphone. E, se não for esse o caso, é provável que ele se encontre ao alcance de sua mão

Morfologia

VUNESP · 2018

… E Graham Bell virou outra coisa


É possível que você esteja lendo esta reportagem em um smartphone. E, se não for esse o caso, é provável que ele se encontre ao alcance de sua mão. Nada a estranhar: quem se separa desses aparelhos hoje em dia? Nem à noite: é para o celular que um número cada vez mais espantoso de pessoas – já são 5,4 bilhões de linhas no planeta – dirige sua atenção antes de dormir; e é também para ele que elas olham primeiro quando acordam. Aliás, existem aplicativos que ajudam a pegar no sono e outros que despertam qualquer um – como o alarme que só pode ser desabilitado se o dono der alguns passos.


Não há notícia de nenhum gadget que tenha se tornado tão onipresente (e onipotente). É um recorde de popularidade. Com o aparelho que quase todo mundo carrega consigo, é possível realizar uma série de atividades que antes exigiriam tempo, deslocamento e dinheiro. “De vez em quando aparece um produto revolucionário que muda tudo”, disse Steve Jobs no lançamento do iPhone, em 9 de janeiro de 2007 – data que pode ser considerada um desses extraordinários “de vez em quando”. Na apresentação, ele enfatizou que estava “revolucionando o telefone” (embora já existissem smartphones, como os da Black Berry). Isso porque num mesmo dispositivo seria possível ouvir músicas,usar a internet e “até” fazer uma ligação. Sim, definitivamente “telefonar” passava a ser apenas “mais uma” função do telefone.


A era dos smartphones trouxe consigo uma preocupação: o risco da dependência. Uma pesquisa realizada pela Universidade da Coreia, em Seul, revelou que a nomofobia – esse é o termo empregado para se referir ao problema – pode ser caracterizada como vício. E por um motivo simples: o uso excessivo do celular produz alterações químicas no cérebro que levam a reações que, em muitos aspectos, se assemelham às que acometem os dependentes de drogas. Assim, a sugestão quanto ao smartphone é incontornável: use com moderação. Você pode, por exemplo, dormir sem ele.


(Mariana Amaro. Veja, 18.07.2018. Adaptado)

 

Assinale a alternativa que emprega adequadamente os verbos, dando sequência à frase seguinte.


Talvez…

  1. a era dos smartphones trouxesse consigo uma preocupação.
  2. não houve notícia de nenhum gadget que tivesse se tornado tão onipresente.
  3. foi provável que ele se encontra ao alcance de sua mão.
  4. num mesmo dispositivo era possível ouvir música.
  5. o uso excessivo do celular produzira alterações químicas no cérebro.
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Gabarito

A

Comentário do professor

O advérbio talvez indica hipótese ou possibilidade, por isso a oração que lhe sucede exige o modo verbal do domínio da incerteza: o subjuntivo.

Como a ideia se refere a uma situação considerada no passado ou em tom conjectural em relação a um fato já ocorrido, o tempo adequado é o imperfeito do subjuntivo.

Assim, a forma trouxesse é a conjugação do verbo trazer no imperfeito do subjuntivo, concordando em número e pessoa com o sujeito a era dos smartphones (3.ª pessoa do singular).

Portanto, a sequência "Talvez a era dos smartphones trouxesse consigo uma preocupação" é correta porque casa a expressão de possibilidade com o modo e tempo verbal exigidos, adequando sentido e concordância.

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