Questão FC409876
Biografia poética (Filme conta a história da poeta e doceira Cora Coralina.) Quando Cora Coralina voltou à cidade de São Paulo, em 1956, quatro décadas depois de ter deixado a casa
Morfologia
VUNESP · 2018
Biografia poética
(Filme conta a história da poeta e doceira Cora Coralina.)
Quando Cora Coralina voltou à cidade de São Paulo, em 1956, quatro décadas depois de ter deixado a casa da infância, na cidade de Goiás, em busca do seu destino, ela não pretendia ficar. Voltou apenas para resolver problemas burocráticos e “para matar saudades”.
Deixou filhos, netos e bisnetos em São Paulo. “Longe do Rio Vermelho, fora da Serra Dourada, distante dessa cidade, (em Goiás) não sou nada, minha gente”, escreveu ela depois. E ficou lá, na velha casa deserta, domando a memória que voltou com toda a força, até morrer, aos 95 anos.
Cora levou 20 anos para conseguir comprar de volta a velha casa – o dinheiro que ganhava com os doces que fazia, usado para as contas do dia a dia, para ajudar os necessitados e para pagar a casa, era guardado no colchão. A doceira Cora virou lenda, e, ao longo dos anos, milhares de turistas bateram à sua porta atrás dos famosos doces glaceados. Vendia os doces, mas não perdia a chance de mostrar seus poemas. Aos 75 anos, estreia na literatura.
(O Estado de S.Paulo, 14.12.2017. Adaptado)
A frase construída a partir de ideias do texto em que a forma verbal destacada está correta, de acordo com a norma-padrão da Língua, é
- Experimente os doces quando alguém disser que são bons.
- Se você querer, sua vida poderá ser melhor, com o trabalho.
- Seus doces serão admirados se você os fazer com carinho.
- A pessoa será mais feliz se pôr amor em seu trabalho.
- Você ficará feliz se poder comprar a casa de sua infância.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A frase correta emprega o futuro do subjuntivo porque a oração introduzida por quando refere-se a um fato incerto no futuro: "quando alguém disser que são bons".
O verbo dizer é irregular. Para formar o futuro do subjuntivo, toma-se a 3.ª pessoa do plural do pretérito perfeito ("disseram"), elimina-se o desinência "-am" e obtém-se o radical "disser-".
Às pessoas, aplicam‑se as desinências do futuro do subjuntivo: quando eu disser, quando tu disseres, quando ele disser — por isso, com o sujeito "alguém" (3.ª pessoa), a forma correta é disser.
Assim, "Experimente os doces quando alguém disser que são bons" está em conformidade com a norma-padrão.
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