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Questão FC409882

Leia os textos para responder à questão. “Efeito Google” muda uso da memória humana Pense rápido: qual o número de telefone da casa em que morou quando era criança? E o celular das

Morfologia

VUNESP · 2017

Leia os textos para responder à questão.

 

“Efeito Google” muda uso da memória humana

 

Pense rápido: qual o número de telefone da casa em que morou quando era criança? E o celular das pessoas com quem tem trocado mensagens recentemente? Por certo, foi mais fácil responder à primeira pergunta do que à segunda – mas você não está sozinho. Estudos científicos chamam esse fenômeno de “efeito Google” ou “amnésia digital”, um sintoma de um comportamento cada vez mais comum: o de confiar o armazenamento de dados importantes aos nossos dispositivos eletrônicos e à internet em vez de guardá-los na cabeça.

 

Na internet, basta um clique para vasculhar um sem-número de informações. Segundo Adrian F. Ward, da Universidade de Austin, nos Estados Unidos, o acesso rápido e a quantidade de textos fazem com que o cérebro humano não considere útil gravar esses dados, uma vez que é fácil encontrá-los de novo rapidamente. “É como quando consultamos o telefone de uma loja: após discar e fazer a ligação, não precisamos mais dele”, explica Paulo Bertolucci, da Unifesp.

 

É o que mostra também uma pesquisa recente conduzida pela empresa de segurança digital Kaspersky, realizada com 6 mil pessoas em países da União Europeia. Ao receberem uma questão, 57% dos entrevistados tentam sugerir uma resposta sozinhos, mas 36% usam a internet para elaborar sua resposta. Além disso, 24% de todos os entrevistados admitiram esquecer a informação logo após utilizá-la para responder à pergunta – o que gerou a expressão “amnésia digital”.

 

Para Bertolucci, no entanto, o conceito é incorreto. “Amnésia significa esquecer-se de algo; na ‘amnésia digital’, a pessoa não chega nem a aprender e, portanto, não consegue esquecer algo que escolheu nem lembrar.”

 

(Bruno Capelas. O Estado de S.Paulo, 06.06.2016. Adaptado)

 

 

3 maneiras de melhorar sua memória comprovadas pela ciência

 

Está se sentindo esquecido? Vale testar as dicas que separamos, baseadas na ciência, para recuperar o controle sobre sua memória.

 

Primeiro, associe suas memórias com objetos físicos. Você já deve ter passado por este problema: acabou de ser apresentado a alguém e, assim que a pessoa vira as costas, já esqueceu como ela se chama. Acontece – mas é extremamente embaraçoso precisar perguntar o nome dela novamente. A dica é associar o nome a algum objeto. Por exemplo, se você acabou de conhecer a Giovana e ela estava próxima a uma janela, pense nela como a Giovana da Janela.

 

Segundo, não memorize apenas por repetição. Ao ver ou participar de apresentações, você deve ter sentido isto: é muito claro quando alguém apenas decorou o que devia falar. Mas basta acontecer alguma mudança no roteiro para que a pessoa se perca. Memorizar algo de fato depende de compreensão. Então, ao pensar em falas e apresentações, tente entender o conceito todo ao redor do que você está falando. Pesquisas mostram que apenas a repetição automática pode até impedir que você entenda o que está expondo.

 

Terceiro, rabisque! Estudos indicam que rabiscar enquanto “ingerimos” informações não visuais (em aulas, por exemplo) aumenta a capacidade de nossa memória. Uma pesquisa de 2009 mostrou que pessoas que rabiscavam enquanto ouviam uma lista de nomes lembravam 29% a mais os nomes ditos.

 

(Luciana Galastri. Revista Galileu, 03.02.2015. http://revistagalileu.globo.com. Adaptado)

 

Considere as seguintes frases:

 

  •  Primeiro, associe suas memórias com objetos físicos.

 

  •  Segundo, não memorize apenas por repetição.

 

  •  Terceiro, rabisque!

 

Um verbo flexionado no mesmo modo que o dos verbos empregados nessas frases está em destaque em:

  1. ... o acesso rápido e a quantidade de textos fazem com que o cérebro humano não considere útil gravar esses dados...
  2. Na internet, basta um clique para vasculhar um sem-número de informações.
  3. ... após discar e fazer a ligação, não precisamos mais dele...
  4. Pense rápido: qual o número de telefone da casa em que morou quando era criança?
  5. É o que mostra também uma pesquisa recente conduzida pela empresa de segurança digital Kaspersky...
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Gabarito

D

Comentário do professor

A forma verbal em destaque, Pense, está no modo imperativo.

Ordem, pedido ou conselho são as funções comunicativas do imperativo; em "Pense rápido..." há um apelo direto ao interlocutor.

Tratando-se da pessoa verbal, corresponde à terceira pessoa do singular do imperativo afirmativo (equivalente a "você").

Quanto à formação, o imperativo afirmativo na 3.ª pessoa é tomado do presente do subjuntivo (compare: "que ele pense").

Logo, Pense está corretamente identificado como verbo no modo imperativo, 3.ª pessoa do singular, expressando um conselho/ordem.

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