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Questão FC409886

Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos no setor de tecnologia já tinham feito – ele transferiu sua equipe para um chamado escritório aberto, sem paredes e divisór

Morfologia

VUNESP · 2017

Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executivos no setor de tecnologia já tinham feito – ele transferiu sua equipe para um chamado escritório aberto, sem paredes e divisórias.


Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele queria que todos estivessem juntos, para se conectarem e colaborarem mais facilmente. Mas em pouco tempo ficou claro que Nagele tinha cometido um grande erro. Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e os nove empregados estavam insatisfeitos, sem falar do próprio chefe.


Em abril de 2015, quase três anos após a mudança para o escritório aberto, Nagele transferiu a empresa para um espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu próprio espaço, com portas e tudo.


Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório aberto – cerca de 70% dos escritórios nos Estados Unidos são assim – e até onde se sabe poucos retornaram ao modelo de espaços tradicionais com salas e portas.


Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder até 15% da produtividade, desenvolver problemas graves de concentração e até ter o dobro de chances de ficar doentes em espaços de trabalho abertos – fatores que estão contribuindo para uma reação contra esse tipo de organização.


Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele já ouviu colegas do setor de tecnologia dizerem sentir falta do estilo de trabalho do escritório fechado. “Muita gente concorda – simplesmente não aguentam o escritório aberto. Nunca se consegue terminar as coisas e é preciso levar mais trabalho para casa”, diz ele.


É improvável que o conceito de escritório aberto caia em desuso, mas algumas firmas estão seguindo o exemplo de Nagele e voltando aos espaços privados.


Há uma boa razão que explica por que todos adoram um espaço com quatro paredes e uma porta: foco. A verdade é que não conseguimos cumprir várias tarefas ao mesmo tempo, e pequenas distrações podem desviar nosso foco por até 20 minutos.


Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo, afirma Sally Augustin, psicóloga ambiental e de design de interiores.


(Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos podem s

ser ruins para funcionários.” Disponível em:<www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 04.04.2017. Adaptado)

 

Iniciando-se a frase – Retemos mais informações quando nos sentamos em um local fixo... – com o termo Talvez, indicando condição, a sequência que apresenta correlação dos verbos destacados de acordo com a norma- padrão será:

  1. reteremos ... sentávamos
  2. retivéssemos ... sentássemos
  3. reteríamos ... sentarmos
  4. retínhamos ... sentássemos
  5. retivemos ... sentaríamos
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Gabarito

B

Comentário do professor

A alternativa é correta porque o termo Talvez introduz incerteza, exigindo o uso do modo subjuntivo para marcar hipótese ou possibilidade.

Para esse matiz temporal/condicional, o adequado é o pretérito imperfeito do subjuntivo, que expressa situações não concretizadas ou imaginadas no presente.

Assim, os verbos «reter» e «sentar», no pretérito imperfeito do subjuntivo, ficam retivéssemos e sentássemos, respectivamente.

Além disso, a oração introduzida por quando, por tratar de condição/hipótese associada a Talvez, acompanha o mesmo modo verbal, garantindo concordância de sentido.

Portanto, a sequência Talvez retivéssemos mais informações quando nos sentássemos em um local fixo... está gramaticalmente correta e coerente com a ideia de possibilidade.

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