Questão FC409930
Leia o texto “Mãos à obra” para responder a questão abaixo. Não é uma boa ideia aposentar a tradicional escrita à mão, com lápis e caderno, como ferramenta didática. Estudos recent
Morfologia
VUNESP · 2016
Leia o texto “Mãos à obra” para responder a questão abaixo.
Não é uma boa ideia aposentar a tradicional escrita à mão, com lápis e caderno, como ferramenta didática.
Estudos recentes mostram que tanto crianças que estão sendo alfabetizadas quanto adultos podem ter vantagens no aprendizado quando colocam as palavras no papel, à maneira antiga.
No caso dos pequenos, traçar as letras com lápis e caneta parece ser uma ginástica mental mais poderosa do que simplesmente procurá-las num teclado, além de potencializar o aprendizado do vocabulário e ser mais útil contra problemas como a dislexia. Para os jovens, anotações feitas em cadernos têm mais potencial para ajudá-los a fixar o conteúdo da aula.
Num estudo publicado na revista científica “Trends in Neuroscience and Education”, pesquisadoras observaram o que acontece no cérebro de crianças com idades entre quatro e cinco anos que estavam começando a ler.
Meninos e meninas foram divididos em três grupos. O primeiro era ensinado a traçar letras de fôrma manualmente; o segundo cobria uma linha pontilhada; o terceiro tinha de identificar a letra num teclado de computador.
Depois as crianças foram colocadas em aparelhos de ressonância magnética e reviam, lá dentro, as letras que tinham praticado.
As imagens de ressonância deram às cientistas uma ideia sobre o grau de ativação de cada região do cérebro das crianças. Tanto a diversidade de áreas cerebrais ativadas quanto a intensidade dessa ativação foram mais acentuadas nos pequenos que tinham sido treinados a escrever as letras “do zero”.
Para os autores, os achados apoiam a hipótese de que a escrita tradicional ajudaria o desenvolvimento mental infantil, em especial na capacidade de abstração.
O resultado desse processo pode ser percebido em alunos de universidades. Um artigo na revista “Psychological Science” mostrou que aqueles que anotavam o conteúdo de palestras à mão retiveram mais da aula do que os que usaram notebooks.
Ao anotar à mão, o aluno precisa reorganizar os dados da aula com sua própria lógica, o que o ajuda a entender melhor o que o professor está explicando.
“A grande vantagem na alfabetização é que, para as crianças, o ato de escrever está muito associado ao ato de desenhar, o que incentiva os alunos a manipular o lápis e a caneta”, diz Eloiza Centeno, coordenadora pedagógica de educação infantil.
“Mais tarde, a gente nota uma facilidade maior com o teclado quando a questão é ter fluência e velocidade para escrever”, conta. “Não acho que seja o caso de usar aqueles exercícios antigos de caligrafia, mas dá para trabalhar a fluência e a legibilidade na escrita à mão, até mesmo por ser uma habilidade ainda indispensável no vestibular.”
(Reinaldo José Lopes. Folha de S.Paulo, 08.07.2014. Adaptado)
Observe a frase reescrita a partir de trecho do nono parágrafo na qual o verbo anotar foi empregado no futuro do subjuntivo.
Se os alunos anotarem o conteúdo das palestras à mão, poderão reter com mais facilidade os assuntos vistos em aula.
O futuro do subjuntivo também está corretamente empregado na forma verbal destacada na alternativa:
- Se o atleta se indispuser com os outros colegas da equipe, o time poderá perder um jogo decisivo.
- Se o curador vir ao museu, mostre-lhe as alterações realizadas na sala principal.
- Se todos os equipamentos caberem no caminhão, faremos uma única viagem.
- Quando o coordenador da prova ver que os pilotos estão prontos, dará a autorização para a largada.
- Quando os imigrantes trazerem os documentos exigidos, receberão o visto de permanência.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A frase Se o atleta se indispuser com os outros colegas da equipe, o time poderá perder um jogo decisivo emprega corretamente o futuro do subjuntivo. Esse tempo expressa uma condição real ou hipótese que pode ocorrer no futuro e costuma aparecer em orações iniciadas por se, quando, etc.
A formação do futuro do subjuntivo toma como referência a 3.ª pessoa do plural do pretérito perfeito, de cuja forma se elimina o sufixo -am. Ex.: indispuseram → base indispuser. Para a 3.ª pessoa do singular, mantém‑se essa forma: indispuser. Como o sujeito é o atleta (3.ª pessoa do singular), a escolha de indispuser está adequada.
Portanto, a alternativa apresenta uso correto do futuro do subjuntivo.
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