Questão FC410011
Membro da equipe curatorial do Brooklyn Museum desde 1998, Edward Bleiberg é especialista em arqueologia e em arte egípcias. Ele é o autor de uma pesquisa que busca compreender por
Ortografia
VUNESP · 2019
Membro da equipe curatorial do Brooklyn Museum desde 1998, Edward Bleiberg é especialista em arqueologia e em arte egípcias. Ele é o autor de uma pesquisa que busca compreender por que as estátuas egípcias têm não só o nariz quebrado, mas outras partes do corpo, como as mãos.
Em entrevista, Bleiberg afirmou que partes quebradas não são comuns apenas em se tratando de protuberâncias de estátuas, mas também em baixos-relevos, como entalhes em placas de pedra, por exemplo.
Isso indica que não se trata apenas de
eventual acidente ou desgaste em razão do tempo, mas sugere que ele é proposital.
Os egípcios acreditavam que a essência de uma deidade ou parte da alma de um ser humano morto podiam habitar estátuas que os representassem.
Em tumbas e templos, estátuas e relevos em pedra tinham propósitos ritualísticos e eram um ponto de encontro entre o mundo sobrenatural e o mundo natural.
Na crença do Egito Antigo, estátuas em uma tumba tinham o propósito de alimentar a pessoa morta com a comida deixada como oferenda.
Segundo a explicação encontrada por Bleiberg, o vandalismo tinha, portanto, o objetivo de “desativar a força da imagem”.
Quando um nariz era quebrado, a estátua não podia mais respirar, o que impedia que ela recebesse oferendas ou as retransmitisse para deuses ou poderosos mortos.
Normalmente, as oferendas eram transmitidas com a mão esquerda. Por isso, muitas estátuas dedicadas à transmissão de oferendas tinham os braços esquerdos depredados. Por outro lado, estátuas que recebiam as oferendas tinham as mãos direitas depredadas.
Posteriormente, durante o período cristão, entre os séculos 1 e 3 depois de Cristo, as estátuas eram vistas como demônios pagãos e, também, acabavam atacadas.
(André Cabette Fábio. Por que tantas estátuas egípcias têm os narizes quebrados. www.nexojornal.com.br, 06.04.2019. Adaptado)
A exemplo do que acontece no primeiro parágrafo, a expressão
por que foi usada conforme a norma-padrão na frase:
- Muitos que olham para as estátuas egípcias hoje não entendem o por que de elas não terem nariz.
- Por que muitas deidades tinham a função de transmitir oferendas com a mão esquerda, essa era a mão vandalizada.
- Partes da estátua eram quebradas, por que assim a força da imagem supostamente seria desativada.
- A explicação do por que de apenas algumas partes estarem danificadas não estava apenas no fator tempo.
- Não se sabia por que certas partes em baixo-relevo das estátuas também estavam danificadas.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Na frase "Não se sabia por que certas partes ... estavam danificadas." a locução por que está correta porque funciona como preposição + pronome, introduzindo uma interrogação indireta (indica motivo desconhecido dentro de uma oração declarativa).
Uma forma prática de verificar: acrescente a palavra motivo após por que — "Não se sabia por que motivo..." — e a frase mantém sentido, confirmando a escolha.
Semânticamente, o verbo "não se sabia" exige justamente essa oração que explicita a razão ignorada; por isso a estrutura separada e sem acento é a adequada para expressar essa dúvida indireta.
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