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Questão FC410108

Leia o texto para responder à questão. A ansiedade e a depressão presentes Num relato, um pai preocupado contou que a filha, de 6 anos, desde o início da pandemia ficou diferente:

Morfologia

VUNESP · 2023

Leia o texto para responder à questão.

A ansiedade e a depressão presentes

 

Num relato, um pai preocupado contou que a filha, de 6 anos, desde o início da pandemia ficou diferente: já não dorme mais em seu quarto, tem medo de muitas coisas, reclama de dor de cabeça e de barriga, com frequência, come em demasia e tem um sono conturbado. O pediatra orientou a leva -la a um psiquiatra, e este deu o diagnóstico de ansiedade.

 

Em um segundo relato, a mãe está aflita porque o filho de 11 anos está sempre quieto, o que a escola também observou; além disso, pouco se relaciona, quer ficar no quarto, chora escondido, às vezes, e sempre procura motivo para faltar à aula. Ela perguntou se pode pensar em depressão e se deve procurar um psicólogo. Sim: ansiedade e depressão estão presentes na infância e na adolescência também. Não é de hoje, mas foi principalmente após a pandemia que muitas famílias e escolas passaram a ter olhar mais atento à saúde mental dos mais novos.

 

E a pandemia foi responsável por instalar ansiedade e depressão em muitos deles: segundo estudo de 2021 pela Faculdade de Medicina da USP, cerca de 36% de crianças e adolescentes apresentaram sintomas desses quadros nesse período. Nesse caso, foi um evento externo que funcionou como estopim para o aparecimento de tais sofrimentos. Rebeldia, desobediência, birra, agressividade, tristeza, por exemplo, muitas vezes servem de base para diagnósticos.

 

O que pais e escola podem fazer? Não sei se é de seu conhecimento, leitor, mas assistência psicológica e social na escola básica já é garantida pela Lei nº 13.935/2019 que, no entanto, ainda não tem sido cumprida com responsabilidade pelo poder público. Psicólogos e assistentes sociais atuam, na instituição escolar, com o grupo de educadores de cada unidade para garantir bom processo de aprendizagem e promover a saúde mental.

 

Em casa, é interessante partir do conhecimento que pais têm – ou devem ter – de seu filho: sem esse fator, qualquer mudança pode ser creditada a algum transtorno mental.

 

(Rosely Sayão, O Estado de S.Paulo, 16 de abril de 2023. Adaptado)

 

A forma verbal em destaque está empregada corretamente na alternativa:

  1. O pai manteu-se preocupado com seu filho que não dormia mais em seu quarto.
  2. Os familiares tinham chego à conclusão de que eram sintomas de depressão.
  3. As crianças haviam pegado vários hábitos que não existiam antes da pandemia.
  4. Alguns pais se detiam apenas nos sintomas dos filhos e não procuravam ajuda.
  5. Quando a mãe ver que seu filho está sofrendo de depressão, agirá em seu favor.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A frase “As crianças haviam pegado vários hábitos...” está correta porque emprega o pretérito mais-que-perfeito composto formado pelo auxiliar haver no pretérito imperfeito (“haviam”) + particípio do verbo principal. Esse tempo indica ação anterior a outro evento passado (os hábitos surgiram antes do momento de referência: a pandemia).

Além disso, o verbo pegar admite dois particípios: o regular pegado e o irregular pego. A norma aceita o uso de pegado com os auxiliares ter/haver, enquanto pego costuma aparecer com ser/estar ou em locuções específicas. Aqui, como o auxiliar é haver, o particípio correto é pegado, justificando a alternativa.

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