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Questão FC410110

Leia o texto para responder à questão. O incômodo lembrete do Tesouro O governo terá de arrecadar R$ 162,4 bilhões a mais para cumprir a ambiciosa meta de zerar o déficit primário

Morfologia

VUNESP · 2023

Leia o texto para responder à questão.

 

O incômodo lembrete do Tesouro

 

O governo terá de arrecadar R$ 162,4 bilhões a mais para cumprir a ambiciosa meta de zerar o déficit primário no ano que vem. A projeção não é de especialistas, mas da própria Secretaria do Tesouro Nacional, que divulgou a versão mais recente do Relatório de Projeções Fiscais. O cenário apresentado pelos técnicos resume o tamanho do desafio que o governo terá se quiser realmente cumprir os objetivos definidos por seu próprio arcabouço fiscal, o que requer rever gastos e não contar com receitas que caiam do céu.

 

A divulgação do relatório traz um pouco de realidade para o cenário macroeconômico, marcado por boas notícias nas últimas semanas. Depois de meses de inflação elevada, o País finalmente registrou uma deflação de 0,08% no mês de junho. Ainda que pontual, o resultado animou economistas e já há quem preveja o IPCA bem mais próximo do teto da meta no fim deste ano. Puxado, sobretudo, pelo agronegócio, o Produto Interno Bruto cresceu 1,9% no primeiro trimestre, elevando as estimativas de crescimento da economia do mercado para 2,19%, segundo o mais recente Boletim Focus, e 2%, segundo o Banco Central.

 

A aprovação da reforma tributária pela Câmara, por sua vez, trouxe otimismo em relação ao futuro. Embora não tenha efeitos diretos ou imediatos e ainda precise passar pelo crivo do Senado, a perspectiva de simplificação do sistema tributário delineou um cenário de otimismo, em que se antevê um ambiente mais favorável aos negócios, à produção e aos investimentos.

 

Nesse sentido, o relatório do Tesouro Nacional traz um importante lembrete ao governo: ainda há muito a ser feito na área fiscal, e desde já. O arcabouço já havia sido criticado por uma certa frouxidão e por depender majoritariamente da recuperação de receitas. Mas, ainda que todas as medidas anunciadas pelo Ministério da Fazenda alcancem os resultados almejados, será necessário um esforço ainda maior – e permanente – por parte do governo para atingir as metas fiscais nos próximos anos.

 

Não há escolha fácil. O contingenciamento de despesas discricionárias foi limitado pelo Congresso, e há muitos gastos já contratados para os próximos anos, como o passivo de precatórios, o avanço das emendas parlamentares, a política de valorização do salário mínimo e a retomada dos mínimos constitucionais para as áreas de saúde e educação, de 15% da receita corrente líquida e de 18% da receita líquida de impostos, respectivamente.

 

(Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 14.07.2023. Adaptado)

 

O mercado                      um cenário menos animador para a economia do país. Agora, com a deflação, já há economistas que                      o IPCA bem mais próximo do teto da meta no fim deste ano. Graças                      agronegócio, eles estimam                      o crescimento da economia de mercado chegará                      2,19%.

 

De acordo com a norma-padrão, as lacunas do enunciado devem ser preenchidas, respectivamente, com:

  1. tem previsto … previram … ao … que … a
  2. preveria … prevê … o … de que … a
  3. tinha previsto … preveem … ao … que … a
  4. teria previsto … preverão … ao … que … à
  5. previra … tem previsto … o … de que … à
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A opção correta preenche as lacunas com: tinha previsto … preveem … ao … que … a.

Em tinha previsto temos uma ação anterior no passado, indicada pelo pretérito mais-que-perfeito composto, que mostra algo previsto pelo mercado antes do novo quadro (deflação).

Preveem concorda com o sujeito plural economistas, por isso o verbo aparece no plural e no presente, indicando previsão atual.

Em ao ocorre a junção da preposição exigida por graças + o artigo definido masculino o, formando a contração obrigatória.

Que introduz a oração subordinada objetiva direta de estimar, verbo transitivo direto. Por fim, a é apenas a preposição antes do valor percentual; não há fusão com artigo, logo, sem crase.

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