Questão FC410114
Leia o texto para responder à questão. Quando o assunto é morte, muita gente segue a tradição de velar e enterrar seus entes queridos, mas há quem pense em alternativas para o próp
Morfologia
VUNESP · 2023
Leia o texto para responder à questão.
Quando o assunto é morte, muita gente segue a tradição de velar e enterrar seus entes queridos, mas há quem pense em alternativas para o próprio enterro. As formas ecologicamente corretas de se despedir dos mortos estão cada vez mais populares, à medida que as pessoas buscam maneiras mais conscientes e humanizadas de lidar com a situação. Os enterros sustentáveis, alternativos e inovadores têm ganhado destaque nos últimos anos, trazendo à tona novas práticas como a compostagem humana, a liquefação do corpo e a utilização de roupas de cogumelos, as quais limpam as toxinas humanas reduzindo a poluição dos solos.
Nos últimos anos, a preocupação com o meio ambiente tem se intensificado. “Hoje, a preocupação em colaborar com as gerações futuras e com a preservação da natureza e das espécies tem se tornado cada vez mais importante. É nesse contexto que se destaca a discussão sobre as formas de sepultamento e enterro”, afirma o professor Rubens Beçak da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP.
O professor afirma que existem dois tipos de sepultamento no Brasil: o tradicional e a incineração. O sepultamento tradicional é o enterro dos corpos em caixões de madeira. Ele conta com uma série de regras para a preservação da saúde pública e do meio ambiente, como a proteção dos lençóis freáticos contra a contaminação. “Mas essas legislações nem sempre são seguidas e a poluição do solo, os desmatamentos das áreas para a construção de cemitérios e a liberação do CO2 são inevitáveis. A incineração, embora menos prejudicial, ainda é extremamente poluente”, relata Beçak.
Assim, embora ainda não haja legislação específica sobre o assunto no Brasil, é evidente que há uma demanda crescente por outras formas de enterro. “É possível que, em breve, as normas dos municípios brasileiros sejam atualizadas para atender a essa demanda, uma vez que a questão tem se mostrado relevante”, afirma Beçak.
(Júlia Valeri. Enterros ecológicos e inovadores
ajudam na aceitação do luto e da morte. Jornal da USP, 23 de maio de 2023. Adaptado)
No trecho – Nos últimos anos, a preocupação com o meio ambiente tem se intensificado – a forma verbal em destaque indica uma ação
- iniciada no passado e que se estende até o presente.
- passada, ocorrida antes de uma outra ação também passada.
- que poderia ter acontecido posteriormente a uma situação passada.
- futura que estará terminada antes de outra ação futura.
- que ocorreu no passado e já foi concluída.
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Gabarito
A
Comentário do professor
"Nos últimos anos, a preocupação com o meio ambiente tem se intensificado" — nessa expressão, a forma verbal destaca uma ação que começou no passado e permanece até o presente.
Gramaticalmente, trata‑se do pretérito perfeito composto, formado pelo verbo auxiliar ter no presente ("tem") + particípio passado ("intensificado").
Essa construção sinaliza continuidade: repetição ou duração de um fato desde um ponto retroativo até agora. A locução temporal "Nos últimos anos" reforça precisamente essa ideia de início no passado com prolongamento no tempo atual.
Portanto, a forma verbal indica ação iniciada no passado e que se estende até o presente, expressando um processo contínuo ou progressivo de intensidade creciente.
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