Questão FC410213
Quando Jorge ligou para a esposa, perguntando se ela já estava pronta para sair, a emoção na voz dele perturbou-a um pouco. Por que ele insistia tanto em jantar fora, justo no dia
Morfologia
VUNESP · 2021
Leia o texto para responder à questão.
Agulha de crochê
Quando Jorge ligou para a esposa, perguntando se ela já estava pronta para sair, a emoção na voz dele perturbou-a um pouco. Por que ele insistia tanto em jantar fora, justo no dia em que os dois mais trabalhavam?
Luísa estava saindo de casa para encontrar o marido, que a esperava na porta do prédio, quando um vizinho lhe disse:
— Oi, Luísa! Então vocês estão fazendo aniversário de casamento hoje, hein? Vi o Jorge lá embaixo e ele me contou. Parabéns!
Luísa engoliu em seco e não conseguiu disfarçar a inquietação. Era isso! Aniversário de casamento! Como podia ter esquecido? Quinze anos de casados. E agora? Jorge a esperava no carro, possivelmente com um presente caro, como era seu costume. E ela nada tinha comprado. Nada! Nem um cartão.
Luísa entrou em casa novamente e começou a vasculhar as gavetas. Devia haver alguma coisa que serviria como presente. Viu então um objeto fininho que havia caído no chão: uma agulha de crochê. E decidiu que esse seria o presente pelos quinze anos de casamento.
Durante o jantar, Jorge entregou o pacote delicado: um belo diamante! E também um cartão e um pequeno álbum com fotos desses anos que estavam juntos.
Era chegada a vez de Luísa entregar o presente ao marido. Jorge abriu a caixa e encarou sério o conteúdo. Pegou a agulha de crochê, tentando entender o significado daquilo.
— Jorge, depois de quinze anos, você não é capaz de interpretar o meu sentimento? Eu poderia ter comprado um outro presente. Meditei muito sobre o meu amor por você para achar o símbolo exato para esta data.
— Ah, Luísa, me perdoe! Como eu fui idiota! É lógico que essa agulha é um presente incrível, pois não se tece uma relação de quinze anos se não for ponto a ponto, todos os dias. O mínimo que eu posso fazer, neste momento, é aprender com sua postura tão sábia e livrá-la deste presente fútil e comum que lhe dei. Fique com a caixinha, símbolo de tantos momentos maravilhosos que guardamos juntos. Amanhã mesmo vou até a loja e devolvo esta joia. Fazer o quê? ...
(Sueli de Brito Salles. Agulha de crochê. In: Márcia Lígia Guidin (Org.) NÓS, o gato e outras histórias. São Paulo: Miró Editorial, 2011. Adaptado)
Na frase contida no 4º parágrafo “Luísa engoliu em seco e não conseguiu disfarçar a inquietação.”, os verbos destacados estão no tempo passado. Passando-os para o futuro, tem-se corretamente:
- Luísa engole em seco e não conseguira disfarçar a inquietação.
- Luísa engolirá em seco e não conseguirá disfarçar a inquietação.
- Luísa engoliria em seco e não consegue disfarçar a inquietação.
- Luísa engole em seco e não conseguiria disfarçar a inquietação.
- Luísa engolia em seco e não conseguia disfarçar a inquietação.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Na frase correta, os verbos aparecem no futuro do presente do indicativo. Para formar esse tempo basta unir o infinitivo do verbo às desinências do futuro: -ei, -ás, -á, -emos, -eis, -ão.
Aplicando a regra aos infinitivos engolir e conseguir, obtemos engolirá e conseguirá, respectivamente.
Ambos estão na 3ª pessoa do singular (referem-se a Luísa = ela) e a terminação -rá indica claramente o futuro do presente, ou seja, ação que ocorrerá num momento posterior ao da fala.
Portanto, a frase "Luísa engolirá em seco e não conseguirá disfarçar a inquietação." apresenta a flexão verbal correta para o tempo pedido.
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