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Questão FC410254

Vaca não dá leite Mario Sergio Cortella, filósofo, escritor, educador, palestrante e professor brasileiro, costumava dizer aos filhos quando crianças: “Quando completarem 12 anos,

Morfologia

VUNESP · 2019

Vaca não dá leite

 

Mario Sergio Cortella, filósofo, escritor, educador, palestrante e professor brasileiro, costumava dizer aos filhos quando crianças: “Quando completarem 12 anos, vou contar o segredo da vida a vocês”.

 

Quando o mais velho completou 12 anos, acordou o pai todo ansioso para saber o segredo da vida. Disse o pai:

 

“Contarei, mas você não poderá revelar aos seus irmãos. Eis o segredo: Vaca não dá leite. Você tem de tirar. Você precisa acordar às quatro da manhã, ir ao pasto, entrar no curral cheio de fezes, amarrar rabo e pernas da vaca, sentar no banquinho e fazer o movimento certo!”

 

Esse é o segredo da vida. Vaca, búfala, cabra não dão leite. Ou você tira ou não tem leite.

 

(Cacau Menezes, “Vaca não dá leite”. Em:

https://www.nsctotal.com.br. Adaptado)

 

Na oração “costumava dizer aos filhos quando crianças” (1º parágrafo), a forma verbal destacada revela uma ação

  1. idealizada pelo pai, mas que não seria capaz de entusiasmar os filhos pelo segredo.
  2. concluída pelo pai no passado, que despertou a atenção de todos os seus filhos.
  3. pontual do pai, que alertava os filhos para que evitassem tornar-se ansiosos demais.
  4. habitual do pai, que resultou na ansiedade do filho mais velho ao completar 12 anos.
  5. futura do pai em relação ao momento em que o filho mais velho completou 12 anos.
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Gabarito

D

Comentário do professor

O verbo destacado "costumava" está no pretérito imperfeito do indicativo.

Esse tempo verbal expressa ações do passado com caráter de habitual ou repetição, indicando continuidade e ausência de limites temporais precisos.

No contexto, "costumava dizer aos filhos quando crianças" mostra que o pai repetia essa promessa ao longo da infância: trata‑se de um comportamento recorrente, não de um único episódio.

Por consequência, esse hábito do pai gerou expectativa no filho mais velho; ao completar 12 anos, a repetição da promessa é que provocou a ansiedade para saber o "segredo". Assim, a alternativa está correta ao classificar a ação como habitual do pai, que resultou na ansiedade do filho.

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