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Questão FC424087

Nos anos 1990, o cientista político americano Joseph Nye cunhou o termo soft power (poder suave) para se referir à habilidade que um país possui de “afetar outros por meio da atraç

Questões sem classificação de assunto (Atualidades e Conhecimentos Gerais)

FGV · 2025

Nos anos 1990, o cientista político americano Joseph Nye cunhou o termo soft power (poder suave) para se referir à habilidade que um país possui de “afetar outros por meio da atração e da persuasão”. Para jogar esse jogo, um determinado país usa ferramentas culturais, como a música, o cinema, o esporte e a língua, para construir relações de empatia e de admiração nos demais. Assim, atinge mais facilmente objetivos políticos ou econômicos. O soft power não funciona sozinho. Ele é um multiplicador do hard power (poder duro), que é o uso da força militar e de outras ferramentas mais explícitas de pressão e de coação.

 

Trecho de entrevista de Oliver Stuenkel, in https://oliverstuenkel.com/.
 

Com base no trecho, é correto afirmar que o soft power chinês se fundamenta

  1. na projeção de uma imagem positiva de seu sistema político para o Ocidente.
  2. na defesa de um controle político sobre os países de maior instabilidade da América Latina, como a Venezuela, por exemplo.
  3. no investimento em grandes projetos de infraestrutura em países desenvolvidos.
  4. nas parcerias estabelecidas para o desenvolvimento da Nova Rota da Seda e na defesa do sistema multilateral.
  5. no fortalecimento das democracias liberais e na promoção da cultura chinesa mediante o Instituto Confúcio.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Soft power é a capacidade de influenciar por meio da atração e persuasão, não pela coerção. No caso chinês, essa influência opera sobretudo por meio de iniciativas que ampliam laços e projeção positiva.

A Nova Rota da Seda (Belt and Road Initiative) funciona como instrumento de parcerias: investimentos em infraestrutura vêm acompanhados de acordos comerciais, cooperação técnica, programas educacionais e intercâmbios que cultivam boa vontade e dependências mútuas.

Ao defender o sistema multilateral, a China busca associar-se à ideia de regras e governança global, participando de organismos e acordos que ampliam sua legitimidade e atraem países que valorizam estabilidade e cooperação.

Assim, a combinação de projetos práticos e discurso multilateral converte recursos econômicos e diplomáticos em influência baseada na atração, marca do soft power.

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