Questão FC424661
“A tradição autoritária, segundo o pensamento social brasileiro em Holanda (2016), Faoro (2008) e Schwartzan (1988), foi uma marca perene da formação econômica e sociopolítica do B
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CEV URCA · 2025
“A tradição autoritária, segundo o pensamento social brasileiro em Holanda (2016), Faoro (2008) e Schwartzan (1988), foi uma marca perene da formação econômica e sociopolítica do Brasil, cujas bases estariam alicerçadas no regime de apropriação privada da terra, na ausência de relações de solidariedade social, na primazia das relações pessoais e familiares, e no poder indelével das elites rurais, dos “coronéis” e sua íntima relação com o processo político” (Rezende, 2020, p. 1. A Formação Social do Estado Brasileiro: origens e a modernização no pensamento político institucional.
Disponível em https://editora.univassouras.edu.br/index.php/RM/article/view/2243/1460).
Com relação ao processo de formação socioeconômica e sociopolítica do Brasil, marque a opção correta:
- A colonização brasileira não teve um caráter privatista.
- A monocultura perdurou no Brasil até o final do século XVII.
- A relação entre latifúndio e escravatura no Brasil foi tênue.
- Foi marcada pela indistinção entre a esfera pública e privada.
- O patrimonialismo não assumiu papel de destaque
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Gabarito
D
Comentário do professor
A alternativa correta indica que a formação social e política do Brasil foi marcada pela indistinção entre a esfera pública e privada, ou seja, pela apropriação dos recursos e cargos do Estado como se fossem extensão dos interesses particulares.
Esse fenômeno é descrito pelo conceito de patrimonialismo: autoridades tratam bens públicos como patrimônio pessoal, confundindo administração pública com relações familiares e clientelares (Holanda, Faoro).
Na prática, gera coronelismo e clientelismo, manutenção de privilégios das elites e ausência de impessoalidade nas decisões estatais, o que dificulta a formação de instituições neutras e a consolidação de um Estado moderno e democrático.
Portanto, a indistinção público‑privada foi fator central na persistência da desigualdade e do autoritarismo institucional.
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