Questão FC424799
Recentemente o Museu de Arte de São Paulo (MASP) foi questionado por ter posto à venda uma parte do seu acervo expográfico: alguns dos cavaletes de vidro idealizados pela arquiteta
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FGV · 2025
Recentemente o Museu de Arte de São Paulo (MASP) foi questionado por ter posto à venda uma parte do seu acervo expográfico: alguns dos cavaletes de vidro idealizados pela arquiteta Lina Bo Bardi, responsável também pelo projeto do prédio do MASP na Avenida Paulista.

Os cavaletes em questão são formados por placas de vidro encaixadas em blocos de concreto e foram introduzidos em 1968, na inauguração do edifício que até hoje abriga o museu.
As afirmativas a seguir descrevem corretamente o caráter inovador do design dos cavaletes de vidro, à exceção de uma. Assinale-a.
- O objetivo curatorial embutido no projeto dos cavaletes de vidro buscava democratizar a arte ao eliminar a sequência expositiva obrigatória e convidar o visitante a criar o próprio percurso.
- O objetivo dos cavaletes era aproximar o público das obras, retirando-as da parede, de modo que os visitantes caminhassem entre as peças ou ao seu redor sem uma trajetória definida.
- A escolha do vidro como suporte principal, permitindo uma visibilidade total da obra e do espaço ao redor, materializava o propósito de as obras de arte dialogarem com o ambiente do museu e com o público sem barreiras físicas.
- A solução espacial para a qual os cavaletes foram idealizados, enquanto peças independentes e móveis, permitia diferentes arranjos expositivos, obedecendo aos critérios de modularidade e flexibilidade.
- O descolamento entre arquitetura e museografia permitiu abandonar o modelo expositivo tradicional adotando as paredes brancas (white cube) e uma disposição cronológica que tornava neutras as obras de arte.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A afirmativa indicada é incorreta porque afirma que o suposto descolamento entre arquitetura e museografia teria permitido adotar o modelo do white cube e uma disposição cronológica neutra.
Na verdade, Lina Bo Bardi buscou exatamente o oposto: projetou os cavaletes para promover a integração entre edifício e exposição, fazendo com que as obras dialogassem com o espaço e com o público em vez de serem "neutras".
O uso do vidro, a mobilidade dos suportes e a colocação das obras no espaço livre visavam à contextualização e à interação, rompendo com a neutralidade formal do white cube e com uma exposição meramente cronológica.
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