Questão FC424848
Segundo o diretor do Instituto Butantan, as doenças tropicais negligenciadas são como uma grande síndrome. Elas são causadas por parasitas, vírus, bactérias e fungos, sendo mais co
Questões sem classificação de assunto (Atualidades e Conhecimentos Gerais)
FGV · 2025
Segundo o diretor do Instituto Butantan, as doenças tropicais negligenciadas são como uma grande síndrome. Elas são causadas por parasitas, vírus, bactérias e fungos, sendo mais comuns em regiões tropicais ou subtropicais, principalmente em países de baixa renda. Essas doenças têm consequências devastadoras, não só para a economia das comunidades afetadas, mas também para o país como um todo. Dentro dessas doenças tropicais, temos várias categorias, como hanseníase, tuberculose, malária, filariose linfática e esquistossomose, entre outras.
Fonte: https://www.nexojornal.com.br/
A respeito dos impactos humanos e sociais das doenças tropicais negligenciadas, avalie as afirmativas a seguir.
I. Elas agravam a situação de comunidades que já vivem na pobreza, pois impactam a produtividade dos indivíduos afetados.
II. Elas geram estigma, isolamento social, além de uma perda de sensação de pertencimento, comprometendo a autoestima dos indivíduos afetados e dificultando seu acesso a direitos básicos como educação, trabalho e saúde.
III. Elas são objeto privilegiado do interesse das grandes indústrias, que buscam desenvolver métodos de prevenção e tratamento, uma vez que há um grande volume de pessoas afetadas.
Está correto o que se afirma em
- I, apenas.
- II, apenas.
- I e II, apenas.
- II e III, apenas.
- I, II e III.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
I e II estão corretas.
As doenças tropicais negligenciadas atingem principalmente populações de baixa renda e causam morbilidade crônica, incapacidades e afastamentos do trabalho, reduzindo a produtividade individual e familiar. Isso agrava ciclos de pobreza, diminui renda e compromete o desenvolvimento comunitário.
Além disso, muitas dessas doenças geram estigma e isolation social — como ocorre historicamente na hanseníase — levando à perda de sentimento de pertencimento e queda da autoestima. O estigma cria barreiras ao acesso a educação, emprego e serviços de saúde, perpetuando vulnerabilidade e exclusão social.
Em conjunto, os impactos clínicos e sociais ampliam o dano individual e coletivo, justificando políticas integradas de saúde pública, educação e proteção social.
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