Questão FC426500
Emmanuel Macron afirmou, ainda, agora com todas as letras, que o guarda‑chuva nuclear da França, o único país da União Europeia com arsenal atômico (o outro era o Reino Unido, que
Política
Emmanuel Macron afirmou, ainda, agora com todas as letras, que o guarda‑chuva nuclear da França, o único país da União Europeia com arsenal atômico (o outro era o Reino Unido, que saiu do bloco) poderia se estender a outras nações, como a Alemanha, a fim de protegê‑las. Sob nova direção, após a eleição que deu a vitória aos conservadores, liderados por Friedrich Merz, os alemães abandonaram o discurso pacifista e adotaram o princípio de realidade, juntando‑se aos franceses e aos britânicos governados pelo trabalhista Keir Starmer.
Internet: <www.metropoles.com> (com adaptações).
Considerando o atual contexto global, a postura dos líderes europeus Macron e Merz apresentada no texto justifica‑se pelo(a)
- fortalecimento político, econômico e militar da China, que ameaça interesses franco‑germânicos na Ásia, criando dificuldades para empresas europeias.
- sensação presente entre as nações europeias de que, após a ascensão de Donald Trump, elas estão sendo abandonadas à própria sorte pelos Estados Unidos, em um momento expansionista da Rússia.
- risco de expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), com a possível admissão da Ucrânia, situação com a qual franceses e alemães não concordam.
- possibilidade de ações militares da Rússia na Groenlândia, território dinamarquês que vem sendo reivindicado pelo governo Putin.
- presença de paramilitares russos na África, atuando como mercenários para governos ditatoriais no continente.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A alternativa indica que a postura de Macron e Merz decorre da percepção europeia de abandono pelos Estados Unidos após a ascensão de Donald Trump, num contexto em que a Rússia expansionista aumenta riscos à segurança do continente.
Oferecer o guarda‑chuva nuclear francês e abandonar o discurso pacifista são respostas práticas a essa insegurança: visam reforçar a dissuasão e proteger aliados europeus sem depender totalmente de recursos externos.
O apoio franco‑alemão reflete um movimento por autonomia estratégica na defesa, complementando a OTAN enquanto busca capacidades próprias de resposta a ameaças próximas.
Assim, a justificativa é geopolítica: a combinação de dúvidas sobre o comprometimento norte‑americano e a assertividade russa motiva ajustes defensivos e cooperação entre países europeus.
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