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Questão FC426542

Em relação às ações policiais num contexto de generalização da insegurança e da reativação de estigmas socioespaciais que associam diretamente a pobreza com a violência, podemos ob

Segurança Pública

FGV

Em relação às ações policiais num contexto de generalização da insegurança e da reativação de estigmas socioespaciais que associam diretamente a pobreza com a violência, podemos observar que as periferias pobres das diferentes cidades são os espaços nos quais as violências legitimadas socialmente podem e são praticadas, em grande parte das vezes de forma indiscriminada – pelo simples fato de morar em um bairro pobre, o citadino está sujeito à suspeição do restante da sociedade e da polícia, o que faz com que seja tratado a

priori como bandido.

MAGRINI, Maria. A gestão da (in)segurança urbana pelo estado: fragmentação das identidades e das sociabilidades cotidianas. Ariús, Campina Grande, v. 20, n.2, pp. 39-57, jul./dez. 2014.

Para superar o problema socioespacial apresentado no texto, avalie se é necessário que os profissionais em ação:

I. respeitem a dignidade da pessoa humana dependendo de sua classe social, moradia, zona em que reside e cor da sua pele;
II. acatem a integridade física, moral e psíquica da pessoa do preso ou de quem seja objeto de incriminação;
III. exerçam a função pública, seja em zona central ou periférica, com honestidade, não aceitando vantagem indevida de qualquer espécie.

Está correto o que se afirma em

  1. I, apenas.
  2. I e II, apenas.
  3. I e III, apenas.
  4. II e III, apenas.
  5. I, II e III.
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Gabarito

D

Comentário do professor

As afirmativas II e III são essenciais para enfrentar a estigmatização socioespacial: é dever do agente público respeitar a integridade física, moral e psíquica de presos e suspeitos, garantindo tratamento humano, vedando tortura e maus-tratos e preservando a presunção de inocência.

Além disso, o exercício da função policial exige honestidade e observância da probidade administrativa: recusar vantagem indevida evita corrupção, abuso de poder e o fortalecimento de práticas discriminatórias contra populações periféricas.

Juntas, essas obrigações jurídicas e éticas protegem direitos fundamentais, reduzem arbitrariedades e contribuem para uma atuação policial legítima e democrática.

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