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Questão FC426613

Iphan reconhece tradição negra da Marujada como patrimônio do Brasil Agora é oficial: as Marujadas de São Benedito, no Pará, são patrimônio cultural do Brasil. Reconhecidas pelo Ip

Realidade Social, Histórica e Geográfica dos Estados

Instituto Consulplan

Iphan reconhece tradição negra da Marujada como patrimônio do Brasil 

 

Agora é oficial: as Marujadas de São Benedito, no Pará, são patrimônio cultural do Brasil. Reconhecidas pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) durante reunião de seu conselho consultivo no dia 4 de setembro, as Marujadas foram inscritas como bens culturais imateriais no Livro de Registro de Celebrações. Em pormenores, a Marujada é uma forma cultural de expressão e celebração para São Benedito, em que mulheres e homens de diferentes idades homenageiam o “santo preto” através de danças e indumentárias próprias, rezas e ritualizações que caracterizam esse momento de devoção, que ocorre tradicionalmente entre os dias 18 e 26 de dezembro. 

 

(Disponível em: https://www.geledes.org.br/iphan-reconhece-tradicao-negra-da-marujada-como-patrimonio-do-brasil/. Acesso em: dezembro de 2024.)

 

A Marujada, oficialmente reconhecida como patrimônio brasileiro pelo Iphan, destaca-se por sua herança histórica de contribuição para a cultura paraense. Como movimento tradicional produzido pela população negra, seu reconhecimento representa:

  1. A garantia do direito à memória e a promoção de políticas públicas de valorização à identidade cultural afrodiaspórica.
  2. A preservação da tradição religiosa que envolve a Marujada, com a finalidade de expandi-la para outros estados brasileiros.
  3. A salvaguarda, exclusivamente, dos bens materiais que envolvem as celebrações da Marujada, para que não se percam com o passar dos anos.
  4. A promoção da tolerância religiosa no estado do Pará, através da compreensão de diferentes movimentos culturais como cerceados pelos limites da religiosidade.
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Gabarito

A

Comentário do professor

O reconhecimento da Marujada pelo Iphan representa a efetivação do direito à memória, pois inscreve práticas, saberes e rituais no registro oficial, garantindo sua preservação e transmissão intergeracional.


Ao qualificar a manifestação como patrimônio cultural imaterial, cria-se base técnica e jurídica para implementar políticas públicas de salvaguarda: planos de ação, financiamento, capacitação e inclusão nos currículos locais.


Essa medida não só protege elementos simbólicos e performativos, mas também fortalece a identidade cultural afrodiaspórica, conferindo visibilidade, reconhecimento social e mecanismos contra o apagamento histórico da população negra.


Em suma, o ato do Iphan articula memória, direitos culturais e políticas públicas para valorizar e perpetuar uma tradição de matriz africana no Brasil.

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