Questão FC44609
O regime jurídico administrativo refere-se às características diferenciadoras do direito aplicável ao relacionamento do Estado com os cidadãos, no cumprimento de sua função adminis
Regime Jurídico Administrativo
VUNESP · 2018
- o regime jurídico administrativo implica em tratar os contratos administrativos como mera ficção, dado não ser possível ao Estado, ente dotado de poder império que é, submeter-se a uma relação contratual com um privado.
- trata-se o regime jurídico administrativo de resquício autoritário do direito administrativo brasileiro, não se justificando em nenhum caso a manutenção de poderes especiais para o Estado diante dos seus cidadãos em um país igualitário e democrático.
- a chamada supremacia do interesse público é o motivo justificador, no Estado Democrático de Direito, da existência do regime jurídico administrativo, o qual confere ao Estado prerrogativas e poderes em face dos cidadãos, de forma a permitir um melhor atendimento dos interesses públicos.
- o regime jurídico administrativo parte do reconhecimento de que os interesses privados têm menor valor e devem se sujeitar ao interesse estatal, ainda que o interesse privado a ser sacrificado seja relevante diante da natureza do interesse público a ser alcançado.
- historicamente, pode-se dizer que o direito administrativo evoluiu no sentido de limitar as hipóteses de responsabilização do Estado, restringindo os direitos do cidadão em face da Administração, o que se desenvolveu a partir da chamada “teoria do Fisco”.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa afirma corretamente que a existência do regime jurídico administrativo decorre da supremacia do interesse público, princípio que legitima conferir ao Estado prerrogativas e poderes especiais para atender finalidades coletivas.
Na prática, isso explica por que a Administração pode praticar atos unilaterais, exercer o poder de polícia, desapropriar por utilidade pública e impor limites à propriedade privada, tudo para realizar fins de interesse geral.
Essas prerrogativas não são arbitrárias, pois estão condicionadas aos princípios constitucionais, como a legalidade, a proporcionalidade e a razoabilidade, e ao controle judicial e administrativo, garantindo proteção aos direitos individuais enquanto se busca o bem comum.
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