Questão FC44624
Os princípios administrativos autorizam gestores públicos a decidir com base em valores jurídicos abstratos, considerando as consequências práticas das decisões?
Regime Jurídico Administrativo
VUNESP · 2023
Os princípios administrativos autorizam gestores públicos a decidir com base em valores jurídicos abstratos, considerando as consequências práticas das decisões?
- Os princípios administrativos autorizam que os gestores públicos decidam com base valores jurídicos abstratos, desde que sejam consideradas as consequências práticas da decisão.
- O exercício do poder regulamentar, por agências reguladoras, de acordo com o STF, pode ser exercido sem base legislativa.
- O princípio da supremacia do interesse público e da indisponibilidade do interesse público estão expressamente previstos na Constituição Federal.
- O princípio da eficiência importa na submissão das empresas públicas e autarquias aos mecanismos privados de gestão.
- O princípio da publicidade autoriza que as hipóteses legais que tratam de sigilo de informações públicas sejam interpretadas extensivamente.
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Gabarito
A
A alternativa A está correta, pois os princípios administrativos, como os previstos na Lei nº 9.784/1999, ensinam que a Administração Pública deve decidir com base em valores jurídicos e na avaliação das consequências de suas decisões. Os gestores públicos são chamados a ponderar não apenas normas legais, mas também os efeitos que suas ações causarão, respeitando o princípio da razoabilidade na sua atuação.Veja como foi cobrado:
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Comentário do professor
Alternativa correta: A alternativa A está correta, pois os princípios administrativos, como os previstos na Lei nº 9.784/1999, ensinam que a Administração Pública deve decidir com base em valores jurídicos e na avaliação das consequências de suas decisões. Os gestores públicos são chamados a ponderar não apenas normas legais, mas também os efeitos que suas ações causarão, respeitando o princípio da razoabilidade na sua atuação.
Alternativas incorretas:
B: O exercício do poder regulamentar por agências reguladoras deve sempre ter uma base legislativa que o autorize, conforme estabelece a Constituição Federal e o princípio da legalidade, não podendo ser exercido livremente sem respaldo na legislação.
C: Embora a supremacia do interesse público seja um princípio fundamental da Administração Pública, ele não está expresso de forma literal na Constituição. Já a indisponibilidade do interesse público, enquanto princípio que rege a atuação dos administradores, também não é diretamente mencionado, embora seja considerado uma consequência da supremacia do interesse público.
D: O princípio da eficiência não implica que empresas públicas e autarquias devem seguir mecanismos privados de gestão. Este princípio busca a melhoria na prestação de serviços e o máximo aproveitamento dos recursos disponíveis, podendo ter características próprias no setor público, que nem sempre se assemelham à lógica empresarial.
E: O princípio da publicidade estabelece a transparência nas ações da Administração Pública, mas as hipóteses de sigilo são restritivas e não podem ser interpretadas extensivamente. As exceções ao acesso à informação devem ser aplicadas de maneira restritiva, conforme definido na Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011).
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