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Questão FC44824

Considere o seguinte caso hipotético: “Y”, perito papiloscopista, ao manobrar a viatura da Polícia Civil, durante o atendimento de uma ocorrência policial, inadvertidamente e sem q

Responsabilidade Civil

VUNESP · 2022

Considere o seguinte caso hipotético: “Y”, perito papiloscopista, ao manobrar a viatura da Polícia Civil, durante o atendimento de uma ocorrência policial, inadvertidamente e sem qualquer intenção, vem a colidir com o veículo de “Z”, policial civil de folga, que transitava pelo local. Diante do exposto e no que concerne à responsabilidade civil do Estado, é correto afirmar:
  1. independentemente da teoria publicista adotada, a responsabilidade civil do Estado é subjetiva, portanto, haverá necessidade de se provar a culpa de “Y”.
  2. nos termos da teoria do risco administrativo, a responsabilidade civil do Estado é objetiva, não havendo a necessidade de se provar a culpa de “Y”.
  3. nos termos da teoria da culpa administrativa, a responsabilidade civil do Estado é objetiva, não havendo a necessidade de se provar a culpa de “Y”.
  4. independentemente da teoria publicista adotada, a responsabilidade civil do Estado é objetiva, portanto, haverá necessidade de se provar a culpa de “Y”.
  5. nos termos da teoria do risco integral, a responsabilidade civil do Estado é subjetiva, havendo a necessidade de se provar a culpa de “Y”.
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Gabarito

B

Comentário do professor

No caso, a responsabilidade recai sobre a pessoa jurídica estatal com base na teoria do risco administrativo, ou seja, a reparação do dano é objetiva, não exigindo prova de culpa do perito "Y". Basta demonstrar o fato danoso, o nexo causal e a atuação do agente público.

Essa regra está consolidada no art. 37, §6º da Constituição, que impõe à Administração a obrigação de indenizar danos causados por seus agentes no exercício da função, garantindo ao lesado a efetiva tutela.

Na prática, o particular deve demandar a pessoa jurídica responsável, cabendo ao Estado, se houver dolo ou culpa do agente, o direito de promover regresso contra o servidor. Esse mecanismo protege ao mesmo tempo o administrado e o agente público, conforme a teoria da imputação volitiva e a ideia de dupla garantia.

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