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Questão FC457283

No curso de auditoria governamental na Secretaria de Cultura do Município Alfa, jurisdicionado do TCE-PI, os auditores da Corte de Contas identificaram inconsistências na contrataç

Questões sem classificação de assunto (Auditoria Governamental e Controle)

FGV · 2025

No curso de auditoria governamental na Secretaria de Cultura do Município Alfa, jurisdicionado do TCE-PI, os auditores da Corte de Contas identificaram inconsistências na contratação de shows e eventos pela municipalidade, com valores muito além dos praticados pelo mercado e completamente dissonantes da realidade financeira e orçamentária do ente.

 

Ficou evidenciado que tal fato era de conhecimento não só do Prefeito e do Secretário de Cultura, mas também do controlador interno, Carlos, servidor exclusivamente comissionado.

 

Em sede de entrevista, foi evidenciado que o controlador não tomou qualquer medida sanatória e nem reportou a irregularidade ao TCE-PI por receio de ser exonerado ad nutum, uma vez que não titulariza cargo público efetivo, não gozando de estabilidade.

 

Nos termos do Regimento Interno do TCE-PI, a omissão no dever de informar à Corte de Contas as irregularidades apuradas no âmbito do controle interno, acarretará a Carlos sua

  1. isenção de culpa.
  2. responsabilização solidária.
  3. responsabilização eventual, apenas no caso de reiteração da conduta omissiva.
  4. responsabilização eventual, apenas no caso de as contas do prefeito serem julgadas regulares.
  5. responsabilização subsidiária, apenas nos casos das contas do prefeito serem julgadas regulares com ressalvas.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Nos termos do Regimento do Tribunal, a omissão do responsável pelo controle interno em comunicar irregularidades configura responsabilização solidária. Isso significa que, pela omissão, o controlador passa a responder juntamente com os gestores que praticaram ou toleraram a irregularidade.

Na prática, a responsabilização solidária impõe ao controlador o dever de participar das consequências jurídicas e administrativas: pode haver apuração para fins de ressarcimento ao erário, aplicação de multas e outras sanções previstas em lei ou no próprio regimento do Tribunal, de forma solidária com os demais responsáveis.

Importante: o fato de ser servidor comissionado e a alegação de medo de exoneração não eximem do dever de informar. A norma busca garantir que o controle interno atue como mecanismo efetivo de prevenção e apuração de irregularidades.

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