Questão FC463051
Externalidades no consumo e na produção e a presença de bens públicos são falhas de mercado que justificam a participação do Estado na economia com o intuito de mitigar ou até elim
Microeconomia
FGV · 2023
Externalidades no consumo e na produção e a presença de bens públicos são falhas de mercado que justificam a participação do Estado na economia com o intuito de mitigar ou até eliminar essas falhas.
Nesse sentido:
- apesar da denominação, as externalidades de rede conhecidas como “efeito esnobe”, que se refere ao desejo de exclusividade, não é uma falha de mercado, já que os preços fornecem sinais apropriados aos consumidores que desejam demandar o bem em questão;
- se empresas poluidoras possuem diferentes processos produtivos e diferentes custos de redução de emissões, a imposição de um limite legal à quantidade de poluente é preferível à imposição de taxas sobre a quantidade de emissão de poluente;
- os engarrafamentos nas rodovias em horários de pico são um exemplo importante da denominada tragédia dos comuns, que se refere ao problema do uso excessivo quando um bem é rival, mas não excludente, e os direitos de propriedade não estão bem definidos;
- segundo o Teorema de Coase, a negociação privada entre duas firmas envolvidas em uma situação de externalidades levará à alocação socialmente eficiente somente quando os direitos de propriedade estejam alocados em favor do agente que sofre a externalidade;
- quando o governo possui informações limitadas sobre custos e benefícios resultantes da redução da emissão de um poluente, e quando a curva de custo marginal social for muito inclinada, a imposição de taxas sobre a quantidade de poluente emitida é preferível à imposição de um limite legal à quantidade de emissão de poluente.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa indica corretamente que os engarrafamentos ilustram a tragédia dos comuns.
Essa situação ocorre quando um recurso é rival (o uso por um reduz a disponibilidade para outro) e ao mesmo tempo não excludente (é difícil impedir o acesso), num contexto em que os direitos de propriedade não estão bem definidos.
No caso das rodovias, fora do pico elas parecem não rivalizar e o custo marginal de mais um carro é quase zero. Em horários de ponta, porém, a capacidade é limitada e cada veículo adicional aumenta o tempo de todos, tornando o bem rival.
Como não há exclusão eficaz, há uso excessivo e perda de eficiência social. Políticas como tarifação de congestionamento ou controle de acesso buscam internalizar esse custo e reduzir a falha de mercado.
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