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Questão FC463386

Em 2024, por exemplo, a meta central é de um ‘déficit zero’, mas o governo pode registrar um déficit primário (sem contar os juros da dívida pública) de até 0,25% do PIB no próximo

Macroeconomia

FGV · 2024

Em 2024, por exemplo, a meta central é de um ‘déficit zero’, mas o governo pode registrar um déficit primário (sem contar os juros da dívida pública) de até 0,25% do PIB no próximo ano sem que a meta seja descumprida.

 

(Portal G1, 30 de outubro de 2023.)

 

Imagine que num país que enfrenta um período prolongado de déficit público, o Banco Central passa a adotar uma política monetária restritiva para evitar o descontrole inflacionário.

 

A esse respeito, as afirmativas a seguir.


I. A política monetária restritiva, aumentando as taxas de juros, pode efetivamente conter a inflação no curto prazo, mas corre o risco de aprofundar o déficit público ao aumentar o custo do serviço da dívida.


II. Caso o banco central opte por uma política monetária expansiva para estimular o crescimento, pode-se esperar uma redução na taxa de inflação devido ao efeito positivo sobre o produto potencial da economia.


III. Uma política monetária restritiva, ao desencorajar o investimento e o consumo através do aumento das taxas de juros, pode reduzir a demanda agregada a um ponto em que a inflação se estabilize, mesmo que temporariamente, ao custo de um crescimento econômico mais lento.


É correto o que é afirmado em

  1. I e II, apenas.
  2. I e III, apenas.
  3. II e III, apenas.
  4. I apenas.
  5. I, II e III.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A opção correta reúne as afirmativas I e III porque ambas descrevem efeitos coerentes de uma política monetária restritiva. Ao elevar as taxas de juros, o banco central reduz o crédito e o consumo, o que tende a conter a inflação, sobretudo no curto prazo.

Contudo, o aumento de juros também eleva o custo do serviço da dívida pública. Se uma parcela significativa da dívida é indexada a taxas de mercado, o gasto com juros sobe, pressionando o déficit público para cima.

Além disso, ao encarecer o financiamento, a medida desestimula investimento e consumo, reduz a demanda agregada e pode estabilizar a inflação temporariamente, mas isso ocorre ao custo de um ritmo de crescimento econômico mais lento e maior desemprego.

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