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Questão FC463558

Em uma economia fechada, o governo apresenta déficit orçamentário persistente, a relação dívida/PIB está crescendo ao longo do tempo e a taxa real de crescimento da economia é meno

Finanças Públicas

FGV · 2025

Em uma economia fechada, o governo apresenta déficit orçamentário persistente, a relação dívida/PIB está crescendo ao longo do tempo e a taxa real de crescimento da economia é menor que a taxa real de juros da dívida pública. 

 

Supondo que os gastos públicos e a carga tributária permaneçam constantes como proporção do PIB, assinale a afirmativa correta.

  1. A estabilização da relação dívida/PIB pode ser alcançada sem superávit primário, desde que o governo reduza a taxa nominal de juros.
  2. A relação dívida/PIB, mesmo com déficit primário, pode se estabilizar, se o crescimento do PIB nominal for maior que a taxa nominal de juros, independentemente da diferença entre taxa real de juros e crescimento real.
  3. A condição de sustentabilidade da dívida exige superávits primários contínuos, dado que a taxa real de juros excede o crescimento real do PIB.
  4. A dívida pública se tornará insustentável apenas se a taxa de inflação for inferior à taxa de crescimento do PIB real.
  5. A manutenção de déficit nominal constante implica redução da relação dívida/PIB no longo prazo, independentemente da diferença entre as taxas de crescimento e de juros.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Sustentabilidade exige superávits primários contínuos quando r > g. Em termos intuitivos, se a taxa real de juros supera o crescimento real do PIB, os encargos da dívida crescem mais rápido que a economia, pressionando a relação dívida/PIB.

Na dinâmica simplificada da dívida em proporção ao PIB vale: \( \Delta b_t \approx (r-g)\,b_{t-1} - s_t\), onde b é dívida/PIB e s é o resultado primário (positivo = superávit). Para estabilizar \(b\) exige-se \(s_t \ge (r-g)\,b_{t-1}\).

Portanto, com gastos e carga tributária constantes em proporção ao PIB, um governo com r > g precisa gerar superávits primários permanentes proporcionais ao estoque da dívida para evitar crescimento indefinido da relação dívida/PIB.

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