Questão FC463802
Existem diversas metodologias para estimar a taxa de retorno oriunda de um ano a mais de educação para um determinado país. Desde os trabalhos pioneiros de Castro (1970) e Langoni
Desenvolvimento Econômico e Distribuição de Renda
FGV · 2017
Existem diversas metodologias para estimar a taxa de retorno oriunda de um ano a mais de educação para um determinado país. Desde os trabalhos pioneiros de Castro (1970) e Langoni (1974), vários estudos têm sido desenvolvidos e apresentados para o Brasil, destacando-se que:
- a taxa de retorno da educação tem apresentado queda desde os anos 70;
- a educação apresenta altas taxas de retorno em todos os níveis educacionais;
- a taxa de retorno da educação apresenta estabilidade desde os anos 1970;
- não há relação entre anos de estudo e renda adicional no Brasil;
- as políticas educacionais do país têm apresentado sucesso na diminuição das desigualdades de renda.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A afirmação correta aponta que a educação mostra altas taxas de retorno em todos os níveis porque a evidência empírica no Brasil indica que cada ano adicional de escolaridade aumenta de forma significativa a renda individual.
Essa relação é capturada pela equação de Mincer, \( \ln(w) = \alpha + \beta S + \gamma X + \delta X^2 \), em que \(S\) é anos de estudo e \( \beta \) representa a taxa de retorno aproximada por ano de escolaridade.
Estudos estimam \( \beta \) frequentemente acima de 0,10, o que corresponde a aumentos superiores a 10% na renda por ano adicional de estudo, e em vários casos supera 0,20.
O resultado decorre da valorização de habilidades no mercado de trabalho e da escassez relativa de trabalhadores mais qualificados, tornando o investimento em educação altamente rentável para indivíduos e relevante para políticas públicas.
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