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Questão FC468562

Embora a mercantilização de recursos minerais na Amazônia brasileira tenha envolvido a comercialização, por mais de cinco décadas, de mercadorias bastante diversas, extraídas e tra

Geografia dos Estados

FUNIVERSA · 2012

Embora a mercantilização de recursos minerais na Amazônia brasileira tenha envolvido a comercialização, por mais de cinco décadas, de mercadorias bastante diversas, extraídas e transformadas industrialmente por empresas que foram instaladas em momentos históricos distintos, suas repercussões no desenvolvimento de certas áreas da região guardam importantes singularidades e têm lógicas e características, em grande parte, comuns.


Mineração industrial na Amazônia e suas implicações

para o desenvolvimento regional. Maurílio de Abreu Monteiro. Internet: <www3.ufpa.br> (com adaptações). Acesso em 27/1/2012.

 

Com base no texto, assinale a alternativa correta.

  1. A exploração de recursos minerais na região de Carajás reflete-se também nas configurações espaciais do Maranhão e do Piauí, uma vez que o escoamento do minério é feito pelos portos situados nesses estados.
  2. Gerenciado atualmente pela Companhia Vale do Rio Doce, o Projeto Carajás é a maior área de extração de minério de ferro do país, cuja produção se destina principalmente às siderurgias do Sudeste.
  3. O processamento de alumínio na região de Barcarena, inserida no Projeto Carajás, apresenta alta demanda de energia, obtida por meio da hidrelétrica de Tucuruí.
  4. Entre as lógicas e as características comuns às repercussões da mercantilização dos minerais da Amazônia, a que o texto alude, destacam-se a alta capitalização das empresas, a mecanização da produção e os baixos impactos ambientais.
  5. Recém-inaugurada pelo governo estadual, a usina termelétrica de Santana II, cuja energia será destinada a abastecer os polos mineradores paraenses, tornou o Amapá um estado exportador de energia.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa C é correta porque a região de Barcarena, no Pará, abriga grandes unidades de beneficiamento do mineral de alumínio, como Alunorte e Albras, vinculadas ao polo alumínio do Projeto Carajás.

O processo de transformação da bauxita em alumínio envolve etapas intensivas em eletricidade, especialmente a redução eletrolítica (processo de Hall‑Héroult), o que gera uma alta demanda de energia.

Para suprir esse consumo, a indústria se associa à geração hidrelétrica disponível na região, tendo a hidrelétrica de Tucuruí como principal fonte que fornece energia em grande escala ao setor no Pará.

Essa conjugação explicita a lógica de integração entre mineração, beneficiamento industrial e infraestrutura energética na Amazônia, tornando viável a instalação e operação dos parques aluminotécnicos em Barcarena.

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