Questão FC479303
Em 2019, o Brasil se tornou aliado preferencial extra-OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) a partir da indicação realizada pelo governo dos Estados Unidos (EUA), ainda
Regime de Segurança Internacional
SELECON · 2022
Em 2019, o Brasil se tornou aliado preferencial extra-OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) a partir da indicação realizada pelo governo dos Estados Unidos (EUA), ainda sob a presidência de Donald Trump. Ao ocupar essa posição, o Brasil se tornou:
- um aliado estratégico militar dos EUA, incluído no pacto de defesa mútua da OTAN.
- um aliado estratégico militar dos EUA, mas não incluído no pacto de defesa mútua da OTAN.
- um sócio global da OTAN, podendo contribuir em operações e cooperar militarmente com diversos países membros.
- um sócio global da OTAN, mas não apto a contribuir em operações, apesar de cooperar militarmente com diversos países membros.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A designação transformou o Brasil em um aliado estratégico militar dos Estados Unidos, sem, contudo, integrá‑lo ao sistema coletivo de defesa da OTAN.
Em termos práticos, isso é uma qualificação bilateral conhecida como Major Non‑NATO Ally, que facilita a venda e transferência de tecnologia, o acesso preferencial a equipamentos, empréstimos e cooperação logística.
O status também amplia a possibilidade de exercícios conjuntos, intercâmbio de inteligência e projetos de desenvolvimento bélico entre os dois países.
Importante destacar que a medida não cria obrigação de defesa mútua nos moldes do pacto de defesa mútua da OTAN; não significa adesão à OTAN nem acionamento automático de medidas coletivas em caso de ataque.
Portanto, o Brasil passou a ter maior proximidade e vantagens práticas com os EUA na área militar, preservando sua autonomia e não sendo membro da aliança atlântica.
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