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Questão FC479360

No atual contexto geopolítico e estratégico, marcado por polarizações, conflitos e guerras, países centrais estão a elevar seus investimentos em Defesa. Declarações recentes de mem

Questões sem classificação de assunto (Relações Internacionais e Comércio Internacional)

FGV · 2025

No atual contexto geopolítico e estratégico, marcado por polarizações, conflitos e guerras, países centrais estão a elevar seus investimentos em Defesa. Declarações recentes de membros da OTAN indicaram a intenção de aumentar o orçamento de defesa para 5% do PIB até 2035. Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo, as despesas militares globais ultrapassaram, em 2024, a casa dos US$ 2,7 trilhões, o maior nível da história, sendo o décimo ano consecutivo de crescimento (SIPRI Fact Sheets, abril 2025).

Tal condição gera desafios para o mercado internacional de defesa, que é competitivo, fechado, com barreiras de acesso a novos entrantes e amplamente liderado por potências centrais.

Nesse contexto, países emergentes anseiam por uma melhor inserção nesse mercado, mas necessitam fazer frente a desafios impostos às respectivas bases industriais de defesa.

 

No caso brasileiro, o fator que requer maior atenção é:

  1. a carência de matérias-primas e terras raras;
  2. o nível elevado de exigências por parte de países compradores;
  3. a defasagem tecnológica e barreiras de acesso a tecnologias críticas;
  4. a dificuldade de integrar um mercado regional de defesa sul-americano;
  5. a dificuldade de adaptação às normas do comércio internacional da Organização Mundial do Comércio (OMC).
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A principal questão para o Brasil é a defasagem tecnológica combinada com barreiras de acesso a tecnologias críticas. Isso limita a capacidade de projetar, produzir e integrar sistemas complexos, tornando o país dependente de fornecedores externos e vulnerável a restrições e sanções.

Tecnologias críticas incluem microeletrônica, sensores, propulsão, aviação, comunicações seguras, software embarcado e inteligência artificial. Muitas dessas áreas são controladas por regimes de exportação como o ITAR e exigem certificações e cadeias longas de fornecimento.

Para reduzir esse risco é preciso fortalecer a base industrial de defesa por meio de investimento em P&D, formação de talentos, políticas de compras de longo prazo, incentivos à indústria nacional e parcerias estratégicas que facilitem transferência de tecnologia e desenvolvimento local de componentes críticos.

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