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Questão FC479459

A teoria realista clássica das Relações Internacionais é baseada na ideia de que o sistema internacional é caracterizado pela anarquia, ou seja, a ausência de uma autoridade centra

Questões sem classificação de assunto (Relações Internacionais e Comércio Internacional)

AVANÇASP · 2024

A teoria realista clássica das Relações Internacionais é baseada na ideia de que o sistema internacional é caracterizado pela anarquia, ou seja, a ausência de uma autoridade central supranacional que possa regular efetivamente as interações entre os Estados. Nesse contexto, os Estados são vistos como atores racionais que buscam maximizar seu poder para garantir sua segurança e sobrevivência. A natureza competitiva e, muitas vezes, conflituosa das relações internacionais é, portanto, uma consequência direta da ausência de um governo mundial e dos interesses egoístas e individuais dos Estados. Com base nessas premissas, qual das seguintes afirmações reflete corretamente o pensamento realista clássico sobre a anarquia no sistema internacional?

  1. A anarquia no sistema internacional implica que não existem regras ou normas que guiem o comportamento dos Estados.
  2. A anarquia no sistema internacional é mitigada pela existência de organizações internacionais que agem como governos supranacionais.
  3. A anarquia no sistema internacional é vista como uma condição natural que força os Estados a buscarem a autoajuda e a segurança própria.
  4. A anarquia no sistema internacional é um conceito obsoleto, dado o crescente papel das instituições internacionais na mediação de conflitos.
  5. A anarquia no sistema internacional promove a cooperação entre os Estados devido à sua interdependência econômica.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Anarquia no realismo clássico significa ausência de autoridade supranacional, não caos absoluto. É a estrutura do sistema internacional que impõe restrições aos Estados.

Nessa configuração, o Estado é ator principal e, por ser racional, prioriza sua sobrevivência. Sem um juiz comum, cada Estado recorre à autoajuda para assegurar sua existência e interesses.

Essa busca por segurança leva à acumulação de poder e a comportamentos competitivos. A lógica é preventiva: aumentar capacidades para dissuadir ameaças potenciais.

O resultado é um ambiente onde ações defensivas de um Estado podem ser percebidas como ofensivas por outro, gerando tensão e dilemas de segurança típicos do pensamento realista.

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