Questão FC480141
Na introdução do livro The Oxford Handbook of International Relations, Christian Reus-Smit e Duncan Snidal, afirmam: “First, theorizing takes place in relation to the questions (em
Teoria das Relações Internacionais
IADES · 2022
Na introdução do livro The Oxford Handbook of International Relations, Christian Reus-Smit e Duncan Snidal, afirmam: “First, theorizing takes place in relation to the questions (empirical and normative) we ask about the ‘international’ political universe. On the one hand, we construct theories to answer questions. [...] On the other hand, theorizing often generates questions.” [Tradução: Primeiramente, a teorização ocorre em relação às questões (empíricas ou normativas) que colocamos sobre o universo político ‘internacional’. Por um lado, construímos teorias para responder perguntas. [...] Por outro lado, a teorização sempre gera perguntas.]
REUS-SMIT, Christian; SNIDAL, Duncan. The Oxford Handbook of International Relations. Oxford University Press, 2008, p. 12.
Considerando a evolução do pensamento teórico em Relações Internacionais, julgue o item a seguir.
A teoria crítica opõe-se tanto ao realismo quanto ao liberalismo por seus posicionamentos engajados, embora opostos, e propõe, ao contrário, a neutralidade e a imparcialidade dos cientistas na análise dos fenômenos internacionais. A teoria pós-estruturalista, por sua vez, enfatiza a anarquia no sistema internacional como um espaço de insegurança e de incerteza, apenas possível de ser superada pela cooperação entre os Estados.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A afirmação foi julgada errada porque atribui posições que contradizem os próprios fundamentos das correntes citadas.
A Teoria Crítica realmente se opõe ao realismo e ao liberalismo, mas não propõe neutralidade ou imparcialidade dos cientistas. Pelo contrário, sustenta que toda teoria é situada e normativa: teorizar envolve escolhas políticas e históricas, logo objetividade neutra é impossível.
A Teoria Pós-Estruturalista também foi descrita incorretamente. Ela não enfatiza a anarquia como condição natural de insegurança a ser superada por cooperação. Argumenta que o conceito de anarquia é uma construção discursiva e busca desconstruir significados fixos, revelando relações de poder e abrindo outras interpretações sobre ordem e soberania.
Assim, ambos criticam pressupostos e expõem alternativas, em vez de defender neutralidade ou uma simples solução estatal.
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