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Questão FC504852

Por outro lado, Tanguy Baghdadi discorda: “Meu palpite é que, sim, tenha algum elemento de coleta de informações”. Na opinião dele, ao lançar um balão, a China consegue obter uma s

Questões sem classificação de assunto (Língua Portuguesa (Português))

Instituto CONSULPAM · 2023

TEXTO 1

 

TENSÃO ENTRE CHINA E EUA: POR QUE A DESTRUIÇÃO DO BALÃO CHINÊS AGRAVA AINDA MAIS A CRISE DIPLOMÁTICA ENTRE OS PAÍSES?

 

Governo chinês argumenta que balão tinha fins meteorológicos e teve a rota desviada por ventos. No entanto, americanos rebatem versão e afirmam que instrumento era usado para vigilância.

 

Um balão misterioso da China apareceu no céu dos EUA e acabou derrubado no mar pelos americanos. EUA alegaram tratar-se de um objeto de espionagem; China afirmou que o balão era um instrumento meteorológico. Especialistas ouvidos pelo G1 divergem sobre a possibilidade de o balão ter sido usado para espionagem, mas concordam que o caso eleva a crise entre as duas maiores potências mundiais.

 

Para Elias Khalil Jabbour, da UERJ, os EUA usaram o balão para fazer uma provocação, numa jogada de Biden. Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal, acredita que o balão pode ter sido usado pela China para saber, por exemplo, qual o tempo de reação dos EUA e quem comanda o abatimento.

 

De um lado, os Estados Unidos alegam que o balão misterioso que apareceu nos céus do estado americano de Montana na última quinta-feira (2) tratava-se de um objeto chinês de espionagem. De outro, a China informa que o balão nada mais era que um instrumento meteorológico que desviou da sua rota e viajou até o território americano.

 

O vai e vem de declarações e acusações é mais um ponto de estresse de uma relação muito desgastada entre as duas maiores potências do mundo. E a derrubada do balão no mar no último sábado (4) pelos Estados Unidos, na costa dos estados da Carolina do Norte e do Sul, gerou insatisfação da China.

 

E para entender mais este capítulo de crise diplomática entre os Estados Unidos e a China, o G1 conversou com Elias Khalil Jabbour, professor da faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e com Tanguy Baghdadi, criador do podcast Petit Journal.

 

“Esse balão, na minha opinião, é tudo menos um balão espião. Eu, particularmente, acho que é uma provocação aberta dos Estados Unidos e, evidentemente, que isso vai mexer com as relações com a China. Até porque a China não precisa colocar um balão nos Estados Unidos para saber o que está acontecendo lá dentro”, defende Elias Khalil Jabbour.

 

Para ele, os americanos nada mais querem que dialogar com o seu público interno e reforçar, ainda mais, a ideia “de que existe uma ameaça à hegemonia americana”. Jabbour, além de achar uma piada a possibilidade de o balão ser um objeto de espionagem, acredita que a acusação faça parte de uma jogada do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

 

“Hoje, a China é cercada por 80 bases militares americanas”, comenta Jabbour. Com isso, diz o professor, “existe uma força desproporcional empregada pelos Estados Unidos nesse processo que passa essa imagem de que a China é uma ameaça ao mundo”.

 

Por outro lado, Tanguy Baghdadi discorda: “Meu palpite é que, sim, tenha algum elemento de coleta de informações”. Na opinião dele, ao lançar um balão, a China consegue obter uma série de informações, como, por exemplo: Quanto tempo os Estados Unidos vão demorar para abater aquele balão? Quem comanda o abatimento deste instrumento? Quanto tempo demora? É ágil a ação americana?

 

(Retirado de: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2023/02/07/tensao-entre-china-e-eua-por-que-a-destruicao-do-balao-chines-agrava-ainda-mais-a-crise-diplomatica-entre-os-paises.ghtml. Acesso em: 08/02/2022)

 

“Um balão misterioso da China apareceu no céu dos EUA e acabou derrubado no mar pelos americanos.”

 

Os verbos sublinhados no trecho acima estão conjugados nos seguintes tempo e modo, respectivamente:

  1. Presente do indicativo.
  2. Pretérito perfeito do indicativo.
  3. Pretérito imperfeito do indicativo.
  4. Pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
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Gabarito

B

Comentário do professor

As formas apareceu e acabou estão no pretérito perfeito do indicativo, isto é, no tempo e modo que indicam ações concluídas em momento determinado do passado.

Ambos concordam com o sujeito em terceira pessoa do singular (o balão). Morfologicamente aparecem com as terminações típicas desse tempo: -eu em apareceu (aparecer: eu apareci, ele apareceu) e -ou em acabou (acabar: eu acabei, ele acabou).

Contextualmente, a frase relata eventos pontuais já consumados (o balão surgiu e foi derrubado), característica essencial do pretérito perfeito do indicativo, usado para narrar fatos passados e concluídos.

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