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Questão FC505096

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZA DA AUMENTA RISCO DE CÂNCER Pesquisadores americanos alertaram no dia 14 de abril de 2025 sobre os riscos de exames de tomografia computadorizada (TC) um pr

Questões sem classificação de assunto (Língua Portuguesa (Português))

Instituto CONSULPAM · 2025

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZA DA AUMENTA RISCO DE CÂNCER

 

Pesquisadores americanos alertaram no dia 14 de abril de 2025 sobre os riscos de exames de tomografia computadorizada (TC) um procedimento padrão para obter imagens detalhadas de estruturas internas do corpo para o diagnóstico de doenças. Segundo um estudo, se o uso excessivo desse método não diminuir, exames de TC poderão ser responsáveis por 5% dos casos de câncer registrados em um ano.

 

"A TC pode salvar vidas, mas seus riscos potenciais são frequentemente ignorados", afirmou Rebecca Smith-Bindman, radiologista da Universidade da Califórnia, que coordenou a pesquisa. A TC combina uma série de radiografa para criar uma imagem tridimensional do paciente. O tomógrafo se parece com um grande anel, em que o paciente deitado é posicionado. Ele então é movido para dentro desse anel, que faz centenas de raios-X da área analisada no corpo.

 

A tomografia computadorizada é diferente da ressonância magnética (RM), embora o equipmento tubular usado no exame seja parecido. Diferente da TC, os scanners de RM usam ímãs magnéticos potentes para enviar ondas de rádio pelo corpo para criar as imagens. Ambos permitem a produção de imagens altamente detalhadas, porém, a exposição ao raio X na TC traz riscos.

 

Para o alerta, os pesquisadores modelaram a probabilidade do desenvolvimento de câncer em 61,5 milhões de pacientes que realizaram uma tomografia computadorizada nos Estados Unidos. O estudo usou comobase os números de exames de tomografia computadorizada realizados atualmente e as taxas de câncer.

 

O estudo estimou que a exposição à radiação da TC pode causar no futuro cerca de 103 mil casos de câncer entre o grupo estudado. Isso equivale a 5% do total de novos diagnósticos de câncer por ano nos Estados Unidos.

 

A TC está sendo cada vez mais utilizada para diagnósticos. Desde 2007, houve um aumento de 30% na realização desse tipo de exame nos EUA. Esse exame é mais frequente entre pacientes na faixa etária de 60 a 69 anos.

 

O estudo também revelou que tomografias computadorizadas de abdômen e pelve tinham a maior probabilidade de causar câncer em adultos, já entre as crianças os riscos eram maiores em exames de crânio. Ainda de acordo com pesquisa, crianças que fizeram uma TC antes de completar um ano apresentaram um ri sco dez vezes maior de desenvolver um câncer do que em qualquer outra faixa etária. Nosso estudo coloca a TC no mesmo nível de outros fatores de risco, como consumo de álcool e excesso de peso", salienta Smith-Bindman. "Reduzir o número de tomografias computadorizadas pode salvar vidas."

 

O estudo se baseou em pacientes do sistema de saúde americano. Os pesquisadores apontaram nesse caso o uso excessivo e desnecessário de exames de TC, como para o diagn óstico de infecções respiratórias e dores de cabeça. Smith-Bindman também destacou que em alguns casos as doses de radiação para a realização do exame também foram excessivas.

 

Outros profissionais de saúde concordam aue o uso indevido de TCs pode colocar pacientes em risco. "É fato bem estabelecido que a radiação causa câncer", afirmou Pradib Deb, especialista em segurança radiológica da Universidade RMIT, na Austrália, que não participou do estudo.

 

Deb pontuou que, embora seja conhecido que a radiação ionizante pode danificar o DNA, ainda não está claro como isso funciona. ''Nem todos osexpostos à radiação desenvolverão câncer",acrescentou.

 

Embora os raios X estejam no espectro perigoso, eles são também uma ferramenta fundamental na medicina e podem fornecer informações vitais sobre as condições de um paciente. "Esse estudo estabeleceu claramente a importância de limitar a dose de radiação sempre que possível e evitar TCs desnecessárias", reforçou Deb.

 

O espectro eletromagnético é dividido nas frequências de radiação dos diferentes comorimentos de onda. No centro, está o espectro visível, que inclui os comprimentos de: ondas do vermelho, laranja, arnarelo, verde, azul, índigo e violeta.

 

Há ainda as faixas de baixa frequência, que incluem ondas de rádio, micro-ondas e infravermelho, e as de alta frequência, que incluem radiação ultravioleta (UV), raios X e raios gama. Essa radiação àe alta frequência, conhecida como radiação ionizante, representa um risco à saúde. A radiação ionizante pode remover elétrons de um átomo. Isso significa que ela krn energia suficiente para danificar moléculas. Ern humanos, esses danos podem causar uma série de problemas, incluindo o câncer.

 

Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/tomografiacomputadorizada- au111enta-risco-de-câncer/a-7225 3194>. Adaptado. Acesso em. 29 de abril de 2025.

No trecho "Deb pontuou que, embora seja conhecido que a radiação ionizante pode danificar o DNA, ainda não está claro como isso funciona", as palavras destacadas devem ser classificadas, respectivamente,

  1. Pronome relativo e pronome relativo.
  2. Conjunção integral e conjunção integrante.
  3. preposição acidental e conjunção integrante.
  4. Conjunção integrante e pronome relativo.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Conjunção integrante é a palavra que liga uma oração subordinada substantiva à oração principal, introduzindo um conteúdo que funciona sintaticamente como termo da oração. Nos dois casos do enunciado, o "que" tem essa função.

No primeiro "que" (Deb pontuou que...), a oração introduzida funciona como objeto direto verbal: completa o sentido de "pontuou". Substituição teste: "Deb pontuou isso." Assim, esse "que" é conjunção integrante.

No segundo "que" (embora seja conhecido que a radiação...), a oração introduzida exerce a função de sujeito da locução "é conhecido". Recolocando, obtém‑se " Isso é conhecido." Logo, esse "que" também é conjunção integrante.

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