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Questão FC505708

Redes sociais, perigos e distorção da realidade Os jovens de hoje são filhos de uma sociedade do consumo – não só de bens materiais, mas também de informação. Este mundo tecnológic

Morfologia

IBFC · 2023

Redes sociais, perigos e distorção da realidade

 

Os jovens de hoje são filhos de uma sociedade do consumo – não só de bens materiais, mas também de informação. Este mundo tecnológico em que vivemos promove constantemente mudanças no jeito humano de se relacionar, e as redes sociais são fruto desse movimento. As pessoas nascidas neste milênio, em especial, são muito íntimas dos espaços virtuais de interação, os quais, para a maioria das pessoas, representam uma ponte com o “mundo real”.

 

As redes sociais, no entanto, potencializam os equívocos na compreensão do que é a vida. “Por terem facilidade em manusear os dispositivos e lidar com suas funcionalidades, os adolescentes, e até mesmo as crianças, passam a acreditar que o mundo das telas é o mundo legal e seguro, enquanto que o que está fora das telas é chato”, diz a especialista em Psicologia do Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) do Grupo Positivo, Maísa Pannuti.

 

Nesse sentido, para esses jovens, as redes sociais tornaram-se de fato uma nova realidade, caracterizada por uma sociedade de perfis. Conforme explica a psicóloga escolar, a hiperexposição é um dos retratos dessa distorção de percepções à qual os jovens estão submetidos: tudo o que é valorizado socialmente é exposto e aquilo que não é valorizado socialmente é escondido. Há, inclusive, uma falta de diferenciação entre o que é público e o que é privado.

 

“Desse modo, surgem perfis que não correspondem à realidade. Afinal, a natureza das relações sociais é bastante diversa da natureza das relações que se estabelecem no mundo digital”. Nesse processo, todas as respostas virtuais – os likes, os compartilhamentos, os seguidores, etc. – acabam se tornando não apenas reais, mas cruciais. “Surge a ilusão de que o olhar do outro é o que garante a minha sobrevivência”, complementa.

 

(Disponível em: https://g1.globo.com/pr/parana/especialpublicitario/ colegio-positivo/para-um-futuropositivo/ noticia/2021/11/18/redes-sociais-perigos-e-distorcao-darealidade. ghtml. Acesso em 11/10/2023)

 

Na primeira frase do texto, o conectivo “mas também” relaciona ideias introduzindo um valor semântico de:

  1. oposição.
  2. explicação.
  3. retificação.
  4. adição.
  5. consequência.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Aditivo: o conectivo "mas também" introduz um valor de adição, pois soma uma informação à apresentada antes, ampliando o sentido da oração.

No exemplo "Os jovens de hoje são filhos de uma sociedade do consumo, não só de bens materiais, mas também de informação", a locução correlativa não só... mas também acrescenta um segundo elemento ao primeiro, indicando que ambas as características coexistem.

É possível parafrasear por "e" ou por "além de" sem alterar o sentido: filhos de uma sociedade do consumo e de informação ou filhos de uma sociedade do consumo, além de informação. Essa equivalência mostra claramente o caráter de acréscimo do conectivo.

Portanto, a função semântica de "mas também" nesse contexto é estabelecer um vínculo de soma entre ideias, conferindo o valor de adição.

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