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Questão FC505748

Texto Uma câmera na mão e uma pergunta na cabeça: “Como seria a vida dos cães de moradores de rua?” Foi assim que o inquieto e curioso fotógrafo Edu Leporo, de São Paulo, especiali

Morfologia

IBFC · 2022

Texto

 

Uma câmera na mão e uma pergunta na cabeça: “Como seria a vida dos cães de moradores de rua?” Foi assim que o inquieto e curioso fotógrafo Edu Leporo, de São Paulo, especialista em retratos de animais em estúdio, iniciou sua nova jornada rumo à solidariedade.

Voltando de um trabalho, encontrou uma família de moradores de rua com três cães. Abordou-os e, no fim dos breves cliques, descobriu que o casal estava indo para a avenida Paulista. “Vão fazer o que lá?”, perguntou Leporo. “Vamos ao McDonald’s. Nossos cachorros gostam do sorvete de lá”, contou a dupla, que dividia o pouco que arrecadava com a venda de latinhas de alumínio com os seus bichinhos.

Era 2012 e aquela experiência nunca mais sairia da memória do fotógrafo. Tanto que a descoberta deste universo de afeto e respeito tornou-se combustível para o Moradores de Rua e Seus Cães (MRSC), projeto que nasceu oficialmente em 2015, também na capital paulista.

Uma foto daquela dupla com seus cães foi publicada nas redes sociais de Leporo, gerando imenso interesse e comoção. O fotógrafo notou que, além de elogiar a beleza do clique, havia quem quisesse saber mais sobre os bastidores daquela imagem.

Era isso! Para dar visibilidade àquelas pessoas e a seus cães, alvos de inúmeros preconceitos, era preciso narrar as suas histórias. E foi assim, de clique em clique, que Leporo observou que, onde falta, por vezes comida e cobertor, transbordam amor e companheirismo.

“Um cachorro é, às vezes, o único vínculo que o morador de rua consegue ter com a sociedade. É com ele que tem amor, carinho e respeito”, afirma o fotógrafo, que já se deparou com histórias como a de seu José, morador da praça João Mendes, na região central de São Paulo, que viveu mais de 45 anos nas ruas, 14 deles ao lado do pequeno Duque. [...]

(Revista Ocas, edição nº119, 2019)

 

Na pergunta “Como seria a vida dos cães de moradores de rua?” (1º§), há várias locuções que cumprem papel especificador. Ao identificá-las, é correto afirmar que:

  1. as duas primeiras têm papel adjetivo e a terceira possui caráter adverbial.
  2. todas cumprem papel adjetivo uma vez que são caracterizadoras de substantivos.
  3. todas possuem valor adverbial e exprimem circunstâncias como as de lugar.
  4. apenas uma delas tem o valor adverbial e exprime circunstância de dúvida.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A opção B está correta porque as locuções prepositivas em análise desempenam função adjetiva: caracterizam ou especificam substantivos, em vez de modificar o verbo.

Em "Como seria a vida dos cães de moradores de rua?", a locução "dos cães" caracteriza o substantivo vida. A locução "de moradores" qualifica o substantivo cães. E a locução "de rua" modifica o substantivo moradores.
Assim, cada grupo preposicional estabelece uma relação de posse/pertencimento ou especificação entre substantivos, cumprindo claramente papel adjetivo.

Regra prática: expressões introduzidas por de que se referem a substantivos costumam ter valor adjetivo, pois caracterizam ou especificam esses substantivos.

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