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Questão FC505771

Em 1992, Stella Liebeck, de 79 anos, comprou uma xícara de café para viagem em um drive-thru do McDonald's, em Albuquerque, e o derramou em seu colo. Conjecturou-se: O café não dev

Colocação Pronominal

IBFC · 2022

O copo de café quente do McDonald's.

Por que um processo é considerado frívolo? Um exemplo é o caso ocorrido, por conta de um acidente entre a rede McDonald's e Stella Liebeck, o qual originou um processo. Quase todos parecem saber disso. E há uma boa chance de tudo o que se acredita estar errado.

Em 1992, Stella Liebeck, de 79 anos, comprou uma xícara de café para viagem em um drive-thru do McDonald's, em Albuquerque, e o derramou em seu colo. Conjecturou-se: O café não deveria estar quente? O McDonald's não derramou o café nela? Ela derramou o café em si mesma? Ela estava dirigindo o carro? Ela não prestou atenção no café?

Fatos: Stella Liebeck não estava dirigindo quando derramou o café, nem o carro estava em movimento. Ela era a passageira de um veículo que estava parado no estacionamento do McDonald's, no qual, ela havia comprado o café. Ela estava com o copo entre os joelhos, enquanto removia a tampa para adicionar o creme e o açúcar, quando o copo tombou e derramou todo o conteúdo em seu colo.

A mensagem do júri: o café não estava apenas quente, mas perigosamente quente. A política corporativa do McDonald's era servi-lo a uma temperatura que pudesse causar queimaduras graves em segundos. Os ferimentos de Liebeck estavam longe de ser frívolos. Ela estava vestindo uma calça de moletom que absorveu o café e o manteve contra a pele. Ela sofreu queimaduras de terceiro grau (o tipo mais sensível) e precisou de enxertos de pele na parte interna das coxas e em outros lugares.

O júri teve acesso a processos similares durante o julgamento: o caso de Liebeck estava longe de ser um evento isolado. O McDonald's recebeu mais de 700 relatórios prévios de danos causados por seu café, incluindo relatos de queimaduras de terceiro grau, e pagou indenizações em alguns casos. Liebeck propôs receber US$ 20.000 para cobrir suas despesas médicas e perda de renda, mas o McDonald's nunca ofereceu mais de US$ 800, então o caso foi a julgamento.

O júri considerou Liebeck parcialmente culpada por seus ferimentos, reduzindo a compensação no acordo. Mas o prêmio de indenização punitiva do júri ganhou as manchetes. Apesar de centenas de pessoas terem sofrido ferimentos similares. Ciente da procrastinação do McDonald's, o júri concedeu à Liebeck o equivalente a dois dias de receita de vendas de café.

Isso não foi, no entanto, o fim de tudo. A indenização original por danos punitivos foi finalmente reduzida em mais de 80% pelo juiz e, para evitar o que provavelmente seriam anos e anos de apelações, Liebeck e o McDonald’s chegaram a um acordo sigiloso.

As noções de sintaxe de colocação pronominal, ou seja, as classificações pela posição do pronome são definidas por (1) próclise que ocorre quando o pronome antecede o verbo; (2) mesóclise é quando o pronome se coloca no meio do verbo; (3) ênclise se refere ao pronome colocado no final do verbo.

 

Leia o excerto retirado do texto e assinale a alternativa em que o uso do pronome e sua classificação estejam corretos: “A política corporativa do McDonald's era servi-lo a uma temperatura que pudesse causar queimaduras graves em segundos”.

  1. O pronome pessoal do caso oblíquo, de 4ª. pessoa do plural, classificado como mesoclítico.
  2. O pronome pessoal do caso reto, de 5ª. pessoa do plural, classificado como proclítico.
  3. O pronome pessoal do caso oblíquo, átono, de 1ª. pessoa do singular, classificado como complemento nominal.
  4. O pronome pessoal do caso oblíquo, de 3ª. pessoa do singular, classificado como enclítico.
  5. O pronome pessoal do caso reto, de 2ª. pessoa do plural, classificado como enclítico.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Na frase “A política corporativa do McDonald's era servi-lo a uma temperatura…”, o elemento <-o> é um pronome pessoal oblíquo átono que exerce a função de objeto direto do verbo servir.


Trata‑se da 3ª pessoa do singular e refere‑se ao substantivo masculino café, por isso a forma: -o (mas grafada -lo após o infinitivo).


Classifica‑se como ênclise porque o pronome aparece unido ao final do verbo (servi‑lo), ou seja, colocado depois do verbo, característica típica de formas infinitivas e imperativas afirmativas.


Note que a grafia -lo resulta da adaptação morfológica quando o pronome átono <-o> se junta a verbos terminados em -r, sendo mantida a função e a pessoa do pronome.

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