Questão FC505891
Texto II O texto abaixo é um fragmento de uma obra de ficção do escritor brasileiro Lima Barreto, na qual é descrito um país imaginário, Bruzundanga. Os heróis A república da Bruzu
Sintaxe
IBFC · 2022
Texto II
O texto abaixo é um fragmento de uma obra de ficção
do escritor brasileiro Lima Barreto, na qual é descrito
um país imaginário, Bruzundanga.
Os heróis
A república da Bruzundanga, como toda pátria que se preza, tem também os seus heróis e as suas heroínas.
Não era possível deixar de ser assim, tanto mais que a pátria sempre foi feita para os heróis, e estes, sinceros ou não, cobrem e desculpam o que ela tem de sindicato declarado.
Um país como a Bruzundanga precisa ter os seus heróis e as suas heroínas para justificar aos olhos do seu povo a existência fácil e opulenta das facções que a têm dirigido.
O mais curioso herói da pátria bruzundanguense é sem dúvida uma senhora que nada fez por ela, antes perturbou-lhe a vida, auxiliando um aventureiro estrangeiro que se meteu nas suas guerras civis.
Para bem compreenderem o meu pensamento, é preciso que antes lhes recorde por alto alguns pontos da história política da Bruzundanga. Vou fazê-lo.
A atual República consta de territórios descobertos pelos iberos e povoados por eles e por outros povos das mais variadas origens.
Os colonizadores fundaram várias feitorias; e, quando fizeram a independência da Bruzundanga, essas feitorias ficaram sendo províncias do Império que foi criado.
Feita a República, elas ficaram mais ou menos como eram, com mais independência e outras regalias. Portanto, é claro que a evolução política da Bruzundanga tinha por expressão a unidade dessas províncias, e era mesmo o seu fim. Qualquer pessoa que tenha tentado, ou venha tentar, o desmembramento dessas províncias não pode ser tido como herói nacional.
Pois bem: um senhor estrangeiro, cheio de qualidades, talvez, meteu-se de parceria com uns rebeldes, para separar uma dessas províncias do bloco bruzundanguense. Isto ao tempo do Império. Em caminho, em umas das suas correrias, encontrou-se com uma moça da Bruzundanga que se apaixonou por ele. Seguiu-o nas suas aventuras e combates contra a união bruzundanguense. [...]
(BARRETO, Lima. Os Bruzundangas. São Paulo: Ed. Ática, 2011)
Considerando o contexto em que a oração “quando fizeram a independência da Brunzundanga" encontra-se, é correto afirmar que o sujeito do verbo em destaque:
- não pode ser determinado.
- encontra-se implícito.
- não existe sintaticamente.
- possui mais de um núcleo.
- é uma construção passiva
Mostrar resposta e comentário
Gabarito
B
Comentário do professor
Sujeito implícito é o sujeito não expresso na oração, mas que pode ser identificado pelo contexto imediato.
Na oração "quando fizeram a independência da Bruzundanga" o verbo fizeram não apresenta um termo sujeito explícito dentro da própria oração.
O referente aparece na oração anterior: "Os colonizadores fundaram várias feitorias". Assim, o sujeito oculto corresponde a os colonizadores, recuperado pelo contexto.
A forma verbal no plural confirma essa identificação e indica que a construção está em voz ativa, com o sujeito como agente da ação. Portanto, o sujeito do verbo encontra-se implícito e determinável pelo texto.
Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em