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Questão FC506046

Capital intelectual Todo conhecimento, sabedoria e vivência que os profissionais de uma empresa possuem é conhecido como capital intelectual. As empresas estão tão habituadas a inv

Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)

IBFC · 2022

Capital intelectual

 

Todo conhecimento, sabedoria e vivência que os profissionais de uma empresa possuem é conhecido como capital intelectual. As empresas estão tão habituadas a inventariar computadores, móveis e ativos que se esquecem da parte humana, ou seja, a intelectual. Ele é invisível e intangível, tornando-se difícil sua identificação e gestão adequada.

 

Antigamente, a lógica do capitalismo na Era Industrial focava apenas no capital financeiro, mas a realidade atual é diferente. As empresas fazem investimentos massivos em conhecimento. Se antes os empresários eram donos das ferramentas e dos materiais de trabalho, agora o trabalhador é quem os carrega, ou seja, seu conhecimento em sua mente. Assim, quando um trabalhador se desliga da empresa por qualquer razão, uma parte do capital intelectual dela o acompanha.

 

É por esse motivo que atualmente, para que uma empresa chegue ao seu valor de mercado, é preciso somar seus ativos tangíveis e intangíveis (capital intelectual), a estrutura de valor de mercado em uma organização pode ser composta por seis capitais: o humano, estrutural, de clientes, organizacional, de inovação e de processos (...).

 

Dada a importância do capital intelectual para as organizações modernas, é preciso ficar atento para que processos de reengenharia não o suprimam. Afinal de contas, por mais que a tecnologia e a automação possam incrementar a produtividade e deixar as empresas mais  enxutas, elas ainda não substituem inteiramente o capital humano. É justamente nele que se iniciam os processos de inovação.

 

Na atualidade, é comum encontrar organizações que desenvolvem modelos de educação por meio de universidades corporativas, tanto presenciais quanto virtuais, com o intuito de melhorar a gestão de seu capital intelectual.

 

Apesar de ser um capital de difícil mensuração, podemos afirmar que representa o ativo mais rentável às organizações e sem o qual nenhuma empresa alcançaria o sucesso. Logicamente que vale a pena investir nele.

 

(Texto modificado especificamente para este concurso. Texto original desenvolvido por Juliana

Machado Cruz disponível em https://www.infoescola.com/administracao_/capital-intelectual/)

 

Em relação ao texto lido, observe esse excerto: “a estrutura de valor de mercado em uma organização é composta por seis capitais: o humano, estrutural, de clientes, organizacional, de inovação e de processos (...)”.

 

Assinale a alternativa que não está correta no que se refere à pontuação empregada no excerto.

  1. Os dois-pontos representam geralmente uma pausa repentina, instantânea, um pouco mais intensa que a vírgula, indicando, na maioria dos casos, uma estrutura incompleta. Neste caso específico foram empregados para enunciar uma enumeração.
  2. Empregou-se a vírgula para separar termos coordenados assindéticos (sem ligação por conectivo) que formam, muitas vezes, enumerações.
  3. As reticências formam o sinal de pontuação usado para indicar a supressão de um pensamento ou de uma ideia. O seu emprego busca aproximar ao máximo o leitor do estado de espírito do falante / escritor, neste caso específico, foram empregadas para suprimir uma ideia pouco relevante.
  4. O uso do ponto final no excerto ocorre para se ter uma pausa para respirar antes de continuar a falar ou a escrever, assim sendo, não há regras de pontuação para empregá-lo.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A assertiva da letra D é incorreta: o ponto final não serve apenas para “pausa para respirar”, mas obedece a regras gramaticais. Sua função básica é marcar o fim de um período ou de uma oração enunciativa, delimitando a unidade sintática e o fechamento do sentido.

No excerto, o ponto após as reticências e o parêntese encerra o período completo. Regra prática: se o conteúdo entre parênteses integra todo o período, o ponto vem depois do parêntese; se o parêntese contém apenas um elemento acessório, o ponto final fica fora. Além disso, o ponto tem usos normativos em abreviaturas e na separação de frases. Portanto, seu emprego não é arbitrário nem apenas respiratório.

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