Questão FC506334
Texto Uma câmera na mão e uma pergunta na cabeça: “Como seria a vida dos cães de moradores de rua?” Foi assim que o inquieto e curioso fotógrafo Edu Leporo, de São Paulo, especiali
Vocábulo "Que"
IBFC · 2022
Texto
Uma câmera na mão e uma pergunta na cabeça: “Como seria a vida dos cães de moradores de rua?” Foi assim que o inquieto e curioso fotógrafo Edu Leporo, de São Paulo, especialista em retratos de animais em estúdio, iniciou sua nova jornada rumo à solidariedade.
Voltando de um trabalho, encontrou uma família de moradores de rua com três cães. Abordou-os e, no fim dos breves cliques, descobriu que o casal estava indo para a avenida Paulista. “Vão fazer o que lá?”, perguntou Leporo. “Vamos ao McDonald’s. Nossos cachorros gostam do sorvete de lá”, contou a dupla, que dividia o pouco que arrecadava com a venda de latinhas de alumínio com os seus bichinhos.
Era 2012 e aquela experiência nunca mais sairia da memória do fotógrafo. Tanto que a descoberta deste universo de afeto e respeito tornou-se combustível para o Moradores de Rua e Seus Cães (MRSC), projeto que nasceu oficialmente em 2015, também na capital paulista.
Uma foto daquela dupla com seus cães foi publicada nas redes sociais de Leporo, gerando imenso interesse e comoção. O fotógrafo notou que, além de elogiar a beleza do clique, havia quem quisesse saber mais sobre os bastidores daquela imagem.
Era isso! Para dar visibilidade àquelas pessoas e a seus cães, alvos de inúmeros preconceitos, era preciso narrar as suas histórias. E foi assim, de clique em clique, que Leporo observou que, onde falta, por vezes comida e cobertor, transbordam amor e companheirismo.
“Um cachorro é, às vezes, o único vínculo que o morador de rua consegue ter com a sociedade. É com ele que tem amor, carinho e respeito”, afirma o fotógrafo, que já se deparou com histórias como a de seu José, morador da praça João Mendes, na região central de São Paulo, que viveu mais de 45 anos nas ruas, 14 deles ao lado do pequeno Duque. [...]
(Revista Ocas, edição nº119, 2019)
Assinale a alternativa em que se indica, corretamente, a classificação morfológica do vocábulo “que” destacado.
- “Vão fazer o que lá?” (2º§) – pronome demonstrativo.
- “Tanto que a descoberta deste universo” (3º§) – pronome relativo.
- “Leporo observou que, onde falta, por vezes” (5º§) – conjunção integrante.
- “que viveu mais de 45 anos nas ruas” (6º§) – conjunção coordenativa.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Que em "Leporo observou que, onde falta..." é conjunção integrante. Ela introduz uma oração subordinada substantiva que funciona como complemento do verbo observou, isto é, exerce papel de objeto da oração principal.
Teste simples: é possível substituir a oração introduzida por expressões como "isso" ou "o fato de que"que.
Característica prática: quando o que vem logo após um verbo que exige complemento por oração, ele costuma ser conjunção integrante, ligando a oração principal à subordinada que completa seu sentido.
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